segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Perseguição ao sexo feminino?


Se você que lê este texto agora for fã da música sertaneja, por favor, não me interprete de forma equivocada. Considero-me uma pessoa de gosto musical até que bastante eclético. E aquilo que não gosto, respeito. Mas, de uns anos prá cá (muitos anos, verdade seja dita), a música sertaneja tem me irritado demasiadamente por conta de suas letras que não fazem outra coisa a não ser colocar a mulher na posição de vilã.

É um que vai parar no banco da praça e recebe voz de prisão do guarda. Outro com o fio de cabelo que insiste em lembrá-lo que ela o abandonou. Tem aquele que nem trabalha mais direito, por culpa dela, claro! E tem o mandão que quer seu telefone riscado da agenda dela, afinal ele já cansou de “ser o remédio para curar o seu tédio”. Tem um que é completamente indeciso: chama a pobre de louca, deusa e feiticeira. Tem também o maníaco depressivo: “pense em mim, chore por mim, liga pra mim”. Sem contar o casal que vivia “entre tapas e beijos”, como se em pleno século 21 ainda existisse mulher que goste de apanhar! Vai ver tem né, oh meu pai! Na boca dos sertanejos a gente “não sabe o que é amar”, pode? Quem sabe? Os homens? E para completar tem aquele projeto de cantor que acha que a coitada é um conjunto de fenômenos da natureza, e com grande poder de destruição: “raio de saudade, meteoro de paixão, explosão de sentimento”. Este é o Armadinejad da música sertaneja!

E panela velha é a ¨&%$#@ !!!!!!

To virada no corisco!

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Não dava para não postar!!


05/01/2011 – Folha de São Paulo
Bando

Publicado na revista Los Dos, Escrito por Antonio Prata às 00h53

"Nós, homens, somos seres amaldiçoados: passamos metade da vida buscando a mulher ideal e a outra metade procurando desculpas para sair com os amigos, sem que ela fique brava com a gente.
Mulheres, não nos julguem mal. Há algo de infantil em nossa alma que nunca amadurece. Um sentimento de bando que começa ali no tanque de areia, com quatro ou cinco hominhos cavucando e jogando conversa fora, e jamais se perde. “Que que cê tá fazendo aí, castelo?”. “Não, vulcão. E você?”. “Um túnel”. “Ah, legal. Posso ajudar?”. “Chega aí. Cava desse lado que eu cavo desse, vamos ver se junta”. O futebol de terça à noite, a cerveja domingo à tarde, o boliche ou a pescaria nada mais são do que repetição da mesma cena: quatro ou cinco moleques, sem nenhuma mulher por perto, dedicando-se a alguma tarefa simples e inútil.

Entenda, cara leitora, que não é por machismo que queremos ficar entre os do mesmo gênero, algumas horas por semana. É que a presença feminina sempre nos inibe. Exige seriedade, responsabilidade, maturidade. Diante de uma mulher, não há como não assumirmos nossas inúmeras personas de filhos, maridos, alunos. Por mais a vontade que estejamos, uma parte de nosso ser sempre estará alerta, preocupada em não falar com a boca cheia, não botar mostarda no feijão, usar corretamente os pronomes e plurais. Por que é assim? Porque as mulheres são chatas? Nada disso, é porque não queremos fazer feio, queremos impressioná-las bem, escondendo o Homer Simpson que vive em cada um de nós.

Se você for pensar bem, todos os grandes feitos do homem foram desculpas que arrumaram para ficar com os amigos sem que suas mulheres brigassem. Veja as grandes navegações: você nunca achou estranho que os caras saíssem da Península Ibérica e dessem a volta na África atrás de especiarias? É que eles precisavam de uma ótima explicação para se meterem em barcos por meses, só com homens e tonéis de bebida, parando de porto em porto. Voltando carregados de canela, cravo, cardamomo, açafrão e companhia, a barra ficava um pouquinho menos suja, em casa.
Mais tarde, Cabral, Pero Vaz e sua turma disseram que iam pras Índias, mas cruzaram o Atlântico, chegaram ao Brasil e encontraram várias índias nuas, “com as vergonhas mui saradinhas”, como escreveu Caminha ao rei. O que fizeram nossos portugas, para não dar chabu, na volta? Carregaram seus barcos com troncos de uma árvore de onde se extraía boa tinta vermelha, para tecidos. Disseram, “olha só, querida, erramos o caminho, voltamos meses após o combinado, mas agora você pode, finalmente, tingir as cortinas da sala”.

Assista Apolo 13 e você vai ver que a ida a Lua foi basicamente a mesma coisa. Um bando de homens construindo um brinquedinho capaz de levar três deles até nosso satélite natural. Fazer o que, lá? Picas! Ficar sem tomar banho, batendo papo, urinando num saquinho (sem se preocupar em levantar ou abaixar a tampa), comendo só comida industrializada, depois pousar, descer, coletar umas pedras, entrar na nave e voltar pra Terra. É o tanquinho de areia, elevado à milésima potência. E quando a nave falha e a brincadeira ameaça dar em tragédia, qual é a primeira cena que o filme mostra? A esposa de um deles, puta, ligando pra NASA: “que que tá acontecendo?!”. O cara lá da agência espacial, espécie de líder do tanquinho, diz pra mulher ficar calma, eles vão dar um jeito naquilo. Então convoca todos os cientistas e, por dias a fio, trabalham sem descanso. Claro. O que estava em jogo ali não era só a vida de três seres humanos, mas a palavra de todos os homens da Terra, quando dizemos que não é para elas se preocuparem ao sairmos, que vamos logo ali, encontrar uns amigos, fazer sei lá que coisa simples e inútil, mas voltamos antes do jantar – com um potinho de canela, suco de pau Brasil, uns peixes da pescaria ou uma pedra da lua.

Não era de se admirar que, com tanto em jogo, os astronautas chegassem vivos. "

Comentários??? Colaborador????

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

FELIZ ANO NOVO !!!!

Descobri que quando algo não é ou não vai ser bom para você, o Universo e o Todo Poderoso, em sua infinita sabedoria, fazem com o que o "Segredo" não funcione. Por mais que você queira que aquilo aconteça. E SOU GRATA POR ISSO!!!

Estava aqui fazendo uma limpeza “prânica” na papelada de casa, semana passada, e encontrei meu caderninho de pedidos que eu comecei a escrever em 2005, quando conheci o réu. Só que eu já não escrevia nele desde o meu aniversário em 2009.
Conclusão: estava lendo as minhas "wish lists" destes anos todos e muita coisa que eu pedi, aconteceu. Em algumas delas eu descrevo exatamente o trabalho que tenho hoje, o chefe, as pessoas, o clima, incrível! O carro, algumas coisas na minha família, a cirurgia da mamis, os namorados das Egregorianas (ainda faltam duas, mas eu chego lá), impressionante!

Sabem quais foram os pedidos que não se realizaram? Todos aqueles relacionados ao réu, claro! Ou seja, não adiantava pedir porque o Universo sabia que não era para mim, que ia me fazer sofrer, como de fato fez, porém, o estrago poderia ter sido ainda maior.
Sou grata por ter sido protegida e não alcançar estes pedidos! Sem contar todas as outras bênçãos recebidas!
É muito normal ao final do ano fazermos um balanço de tudo que vivemos e fizemos durante o ano que termina e, com base nesse mesmo balanço, elaboramos uma lista do que planejamos fazer no ano novo. A lista vai de uma simples dieta que terá início no primeiro dia útil do ano, passa por coisas do tipo “vou sair mais”, “vou pagar minhas dívidas”, “vou fazer a tão sonhada viagem”, e pode acabar em um carro novo, na casa nova, um novo amor, e por aí vai.

Este ano não terei lista nenhuma! Ao contrário. Vou apenas agradecer por tudo de bom e de ruim que me aconteceu em 2010. As coisas boas eu agradecerei porque me fizeram feliz, e as ruins porque me ensinaram alguma coisa.

Hoje eu vou parar de planejar tudo, de controlar tudo, de fazer lista disto ou daquilo. Vou é exercitar a minha fé e acreditar que o que for melhor irá acontecer! Vou fazer o que der para fazer e à medida que as oportunidades forem surgindo. E assim, evito o risco da frustração e da autopunição, visto que sou muito exigente comigo mesma.

No mais....SOU GRATA! MUITO GRATA!

E QUE VENHA 2011....2012...2013....2014...2015.........

FELIZ ANO NOVO !!!!!!