domingo, 17 de abril de 2011

"Desnamorando"



Outro dia na academia peguei uma revista Veja SP velha (junho de 2010) e fui para a esteira. Por que uma revista velha no meio de tantas outras? Porque a revista era do mês de junho, semana do dia dos namorados, e a capa estava repleta de temas que pareciam interessantes. Entre as manchetes havia uma que dizia: “charlatões do amor”. Achei o título engraçado e ao mesmo tempo interessante (mas isso será tema de outro post) e resolvi que seria aquela.

No final da edição havia um texto do Ivan Angelo com o seguinte título: “Dia dos desnamorados”. Como ele mesmo menciona no texto, é claro que esta palavra não existe. Mas a explicação que ele elabora para esse neologismo (e digo neologismo porque eu irei inseri-la no meu vocabulário) é, no mínimo, de uma clareza fantástica.

Você deve estar pensando que “desnamorar” nada mais é do que o oposto de namorar. Até aí você tem razão. Mas, de que forma nós “desnamoramos”? Basicamente, a mensagem que o autor pretendeu transmitir com seu novo verbo é que, enquanto namorar é a desconstrução de algo, “desnamorar” é a construção desse algo, que pode ser uma barreira, uma parede, um obstáculo, mais precisamente.

Quando estamos namorando (entenda-se namorar como qualquer nível de relacionamento: namoro, casamento, caso, o que seja), estamos o tempo todo tentando desconstruir a barreira para chegar até o outro, descobrindo suas resistências, seus medos, enfim. Estamos nos aproximando do outro, conhecendo o outro. É o tempo da descoberta. De baixar a guarda.

E quando e como “desnamoramos”? Quando, através de pequenos gestos ou da falta deles, iniciamos a construção, tijolo por tijolo, de uma barreira para manter o outro cada vez mais distante. É o não ligar mais no final do dia. Não enviar uma mensagem de bom dia. Não perguntar como está indo o time dele quando passa pela sala. Nunca mais preparar aquele prato que ele adora. Sair pra balada e ficar com o radar ligado, ao invés de ter o olhar voltado totalmente para ela, como era no começo. Não explicar a ausência, ou dar uma explicação tola, que não cola.

No final ele arremata dizendo que aqueles que têm filhos e netos se acostumam ao “desanamoro” porque acabam encontrando uma compensação na relação afetiva com esses entes tão queridos.

Compensação? E o outro? Deixou de ser um ente querido? Quando? Você percebeu? Nós percebemos? Este texto me fez repensar uma série de coisas. Sabem, ultimamente tenho a sensação que estou sempre “namorando” e as pessoas estão “desnamorando”. Sabotando-me na cara dura!

A indiferença é ruim. Pior ainda é acostumar-se a ela.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Pé de pato, mangalô, três vezes!!!!



Só comigo mesmo! Acabei de voltar do almoço e achei melhor registrar logo o fato.
Bateu a fome. Desci para almoçar e aqui no condomínio nós temos três restaurantes lá embaixo, o que facilita a vida na hora da correria. O que era o caso hoje, para variar. Estava sozinha. Fui ao primeiro. Lotado, muita fila.
Desci até o prédio de frete e entrei. Fila pequena. Ao menos lá é bacana, tem telão rolando DVDs de shows legais, sempre está cheio de pessoas que não necessariamente trabalham no condomínio, então existem motivações para ficar na filinha e aguardar a minha vez de pedir meu prato. Não é tipo self-service, mas tipo Mc Donald´s: você escolhe o prato no cardápio, pede,  PAGA, claro, e aguarda o prato ficar pronto. Havia umas quatro pessoas apenas na minha frente. O último era um moço. Mocinho. Até aí o moço não tem nada a ver com isso.
Muito bem. Para ao meu lado um sujeito. Eu olho de relance e volto o olhar para o cardápio. Foi então que tudo começou:
“- Não se preocupe, só vou pedir uma cerveja!”

Olhei para o sujeito. Era comigo. Fiz um sinal positivo com a cabeça e continuei escolhendo o prato.
“- Você está triste?”
Era comigo de novo.
“- Não. Com fome.”
“- Então come, mulher. Enche a barriga! Eu não gosto de ver ninguém com fome!”
(“Tomara que ele nunca vá para a Etiópia. Pensei. E eu não vou encher a barriga porque fui ao endocrinologista logo cedo!”)
“- Daqui a pouco.” Respondi, com aquela fala entre os dentes e já sentindo o rubor tomando conta do meu rosto. Digamos que o restaurante estava cheio e a criatura falava em um tom um tanto elevado demais. E continuou:
“- Você não tem dinheiro? Se não tiver, eu pago! Pronto: vou pagar!”
(PQP a minha sogra! Todo mundo olhando para mim. Imagina o povo aqui da região me olhando! Respirei e, novamente, por entre os dentes respondi:
“- Obrigada, mas não é necessário.” E chegou minha vez (e a dele) de pedir (ele estava literalmente ao meu lado, o tempo todo)!
Faço meu pedido, a menina pega meu cartão, e ele discutindo com a dona do restaurante (que a essa altura da muvuca já tinha aparecido com cara de “what the hell?”) que não era para ninguém passar meu cartão, que ele é quem iria pagar! E para piorar ainda mais este embaraçoso momento do meu dia, ele larga outra pérola:
“Você não vai comer uns R$100,00, né? “
 Aí que tive que rir, né?
Não sei se foi vergonha ou, de fato, o amor está tomando conta do meu ser. Porque eu não o mandei para nenhum lugar eu jamais mandaria minha santa mãe, por exemplo.  Apenas respirei e disse a ele que não havia necessidade. Inútil. A dona do restaurante me pediu que aceitasse caso contrário o indivíduo não sairia dali. As meninas do balcão não sabiam se atendiam as outras pessoas ou se esperavam o desfecho do momento “trash”.
Aí eu aceito. Problema resolvido.  E, claro, agradeço:
“- Obrigada, o senhor é muito gentil.” Devia estar roxa. Quase um cadáver vindo do Alaska.
Para que fui agradecer! Outra pérola, PQP:
-“Eu não sou gentil, não!! Quando eu saio com a minha mulher, sou eu que pago!!”
“Meu senhor, com a sua mulher, meu senhor. Não comigo!” falei e fugi.
“ E desde quando isso aqui é um “date”? Quando foi que eu aceitei seu convite?” Pensei já desesperada. Daqui a pouco ele ia dizer que estava rolando um clima.
Obviamente, devido ao grau de entusiasmo que ele proferiu tais palavras, além de olhar o povo deve ter se perguntado se eu era mulher do sujeito!
Saí do lavatório sorrateiramente, olhei para as atendentes e para a proprietária do local (que estavam todas reunidas comentando) e a proprietária olha para mim e diz:
“Pode sair! Ele já foi!” E todo mundo caiu na gargalhada!
Olhei em volta e estava seguro mesmo. Sentei na única mesa vazia que havia, infelizmente próxima a porta.  Do meu lado na outra mesa, o moço. O mocinho da fila.
Sai meu prato e a atendente vem até trazer, de dó. De repente, passa o sujeito do lado de fora sorvendo sua cerveja e grita “oi’!
Não tive dúvidas. Virei para o mocinho e disse, com aquele bico de quem vai chorar se você negar meu pedido:
“- Oi. Desculpa, mas você está sozinho? Você se importaria de sentar-se comigo, porque estou com medo daquele moço entrar de novo, ver o lugar vago na minha mesa e sentar-se aqui também?”
Ele riu e imediatamente mudou de lugar. Ufa!
Depois o prato dele chegou, comentamos o fato, demos umas risadas e ele é um bom menino, chamado Paulo, que veio de Araraquara para trabalhar como auditor em uma das big four, que eu não vou dizer o nome, né? Vai que alguém de lá lê o blog. Eu hein!

Depois disso o sujeito desfilou por três vezes diante do restaurante. Mas, o anjinho Paulo estava lá comigo! Hehe
Terminei de comer, me despedi e agradeci o moço Paulo novamente, e fui ao outro restaurante comprar um sorvete Rochinha. Afinal, depois daquela situação toda, meu corpo clamava por um pouco de sacarose!
Pode?

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Nova cara do blog!


"sexy, espertas e...feministas"

Sempre gostei do estilo "pin-up", da sensualidade ingênua, da provocação mascarada, não como as fotos que saem hoje em dia nas revistas masculinas, além de elas terem um certo humor e um colorido todo especial! Por isso, depois de muito quebrar a cabeça para mudar a cara do peludão, nada melhor que um layout "pin-up" para esquentar ainda mais este blog! E, para aqueles que não conhecem sobre o tema, segue abaixo um texto bem esclarecedor! Espero que gostem, beijokas

”Desenhadas ou fotografadas, elas encarnam há um século o ideal feminino de homens carentes, e tiveram em Marylin Monroe seu principal símbolo.”
“Oops! Deixei cair a minha calcinha…”, exclama uma linda garota, com uma perna para cima e os seios arrebitados. Sexy, sorridente e bobinha, tal é o estereótipo da pin-up. Uma garota de papel que os esportistas nos vestiários ou os soldados nos quartéis penduram por meio de alfinetes (to pin-up), há mais de um século. Que ela seja desenhada ou fotografada, numa revista ou num calendário, a pin-up não é uma mulher de verdade, e sim uma fantasia: ela é feita para ser devorada com os olhos, e não para casar.
A bela está sempre desnudada, porém raramente nua. Isso porque o gênero pin-up, também chamado “cheesecake” (bolo de queijo), é fundamentalmente pudico. Os homens permanecem fora do cenário; as partes genitais ficam escondidas e o ato sexual é apenas sugerido, nunca consumido. O que explica o porquê do atual desvalimento da pin-up, considerada como obsoleta nesses tempos de licença sexual: daqui para frente, ela que conheceu sua hora de glória nos anos 1930-1950, nos Estados Unidos e no resto do mundo, está se vendo relegada às páginas especiais da revista “Playboy”, ao calendário da Pirelli e à “página 3″ dos tablóides britânicos.
A pin-up mais célebre do século 20, Marilyn Monroe, contribuiu de maneira considerável para impor o clichê da boneca loira, passiva e inocente, à espera do bem-querer do homem. Contudo, “a pin-up não é um símbolo mais misógino do que qualquer outro no campo artístico”, corrige Maria Buszek, autora do livro “Pin-up Grrrls – Feminism, Sexuality, Popular Culture” (2006) e mestre de conferências no Kansas City Art Institute. “Ela refletiu ao mesmo tempo as atitudes vis-à-vis da sexualidade feminina e as esperanças de mudança”.
Cada época, portanto, fabricou uma pin-up que corresponde às suas próprias aspirações: ora uma deusa agressiva e conquistadora, ora um objeto sexual descerebrado. O termo “pin-up” data dos anos 40, mas a bela é filha da revolução industrial. “É no século 19 que são reunidas as condições para a emergência do gênero”, indica Maria Buszek, “quando surgem os meios de produção das imagens em massa, uma classe média urbana e uma sociedade mais aberta à representação da sexualidade feminina”. Aos poucos vão sendo difundidos, na Europa e nos Estados Unidos, os calendários sexy, os cartões-postais e os pôsteres de atrizes de teatro, por vezes desnudadas.
Mas é a revista americana “Life” que vê surgir o primeiro grande fenômeno pin-up, em 1887: a “Gibson Girl”. Desenhada por Charles Dana Gibson, ela é burguesa, chique e está… vestida! Mesmo se os trajes de banho que descem até os joelhos, parecem ser claramente ousados. Enquanto as sufragistas, nas ruas, são alvos de vaias, que os jornais populares zombam da “New Woman” que pretende trabalhar e ser independente, Gibson impõe esta nova mulher como um ideal romântico.
Com um belo corte de cabelo; bem arrumada, ativa e segura de si, a Gibson Girl seduz os homens com o seu charme, e as mulheres com as suas roupas na moda. Em 1903, Gibson é o ilustrador o mais bem pago do país. A idade de ouro da pin-up tem início durante os anos 30, com dois desenhistas que se tornaram clássicos do “cheesecake”: George Petty e  Alberto Vargas, fazendo o sucesso da revista americana “Esquire”. Logo no seu primeiro número, em 1930, esta publicação masculina de alto padrão enfia nos intervalos das suas páginas de política e literatura uma “Petty Girl”: no começo, inteiramente vestida, ela irá se desfazer das suas pétalas no decorrer dos anos, antes de inaugurar, em 1939, o primeiro “caderno central de três páginas”, que deve ser desdobrado e destacado.
Enquanto a “Petty Girl” é uma ingênua charmosa, a “Varga Girl”, que lhe sucede, banca antes a mulher fatal. As duas têm em comum uma plástica totalmente irrealista (pernas desmedidas e cintura de abelha), e um sucesso avassalador. O primeiro calendário de “Varga Girls”, publicado em 1940, é um best-seller. E a pin-up vai conquistando seus títulos de respeitabilidade: as revistas generalistas (“Time”, “Look”, “Cosmopolitan”…) passam a aderir a esta nova arte popular, e pedem a artistas para criarem esboços das stars de cinema no estilo “cheesecake”.
O intervalo entre as duas guerras mundiais vê surgirem dezenas de desenhistas de pin-up, mais ou menos inspirados: Gil Elvgren, o chefe da “escola maionese”, cria calendários inspirando-se em Norman Rockwell e assina propagandas para a Coca-Cola; Art Frahm faz do “oops-deixei-cair-minha-calcinha” sua cansativa assinatura; e Zoé Mozert, por sua vez, faz dela mesma o seu modelo.
Mas, para que a pin-up se torne a arte popular americana por excelência, vai ser preciso esperar até a Segunda Guerra mundial. Ela é então requisitada pelo exército para reforçar o moral dos GI’s: as “Varga Girls” passam a cobrir seus corpos nus com a bandeira estrelada, alistam-se como enfermeiras, trajam o uniforme da Navy…. De um símbolo sexual libertino, a pin-up é elevada à patente de “deusa guerreira” e acaba personificando a mulher americana – segura de si e audaciosa.
Anônimas e atrizes de cinema espalham-se pelas paredes dos dormitórios e as portas dos armários dos soldados, dentro dos seus abrigos e até mesmo sobre a fuselagem dos aviões: é a “nose art”, discretamente incentivada pelas autoridades militares. Nunca a revista “Esquire” recebeu uma correspondência tão grande de fãs. De 1942 a 1946, 9 milhões de exemplares da revista são enviados gratuitamente para as tropas. Além disso, em 1942, quando os Correios americanos ameaçam retirar-lhe suas tarifas privilegiadas sob o pretexto de que os seus desenhos são “pornográficos”, a “Esquire” ganha seu processo, demonstrando o papel patriótico das suas criaturas de sonho.
 As pin-ups mais célebres naqueles anos são a loira Betty Grable e a ruiva Rita Hayworth. A primeira causa sérios estragos nos corações dos GI’s com uma foto na qual ela nem sequer mostra seus seios: de costas, trajando um maiô de uma só peça, ela desafia com insolência a objetiva, com um sorriso travesso. Diz a lenda que ela acabou posando desse jeito para disfarçar uma gravidez nascente… Ela recebe dez mil cartas de fãs por semana, e esta foto serve de trampolim para a sua carreira de atriz.
 Os “tommies” britânicos também têm a sua pin-up: Jane, uma espiã de pouca roupa a serviço da Sua Majestade, é publicada em histórias em quadrinhos no “Daily Mirror”.
Astuciosa, Jane nunca perde uma oportunidade para rasgar suas roupas – Ah! Esses danados fios de arame-farpado!… Ela é tão famosa que os soldados são autorizados a embarcar provas inéditas da série a bordo dos submarinos, de modo a não perder nenhum episódio.
 Enquanto os combates estão no auge, a pin-up exibe orgulhosamente sua glória e sua independência. Mas o fim da guerra, que vê se impor a pin-up fotografada, muda por completo as regras do jogo. “Os anos 50 são conservadores”, comenta Maria Suszek. “A mulher passa então a encarnar papéis mais tradicionais. É a era da ‘virgem eterna’ e do ‘avião loiro e ingênuo’”.
 Marilyn Monroe encarna este clichê com perfeição: em 1949, Norma Jean não passa de uma atriz sem um tostão que posa nua para o fotógrafo Tom Kelley. Mas quando é publicado o calendário “Golden Dreams”, ela já evoluiu bastante, e o estúdio a aconselha a negar que se trata dela. A jovem mulher opta antes por alertar os jornalistas e acaba sendo transformada em pouco tempo num símbolo sexual dos Estados Unidos. O ícone mítico e sorridente fará a sua glória, mas também causará a sua desgraça: é difícil impor-se como uma atriz séria quando você encarnou a loira descerebrada cujo vestido é levantado pelo vento (“Sete anos de reflexão”, 1955, de Billy Wilder).
 Há muito tempo, o “cheesecake” tem o seu equivalente masculino, mais discreto: o “beefcake”. Na época de Marilyn, o apolo Tab Hunter é recrutado pelos estúdios para encarnar junto ás adolescentes o solteiro branco, loiro, tranquilizador e viril, contra o “bad boy” Marlon Brando. O pobre ator, que se vê obrigado a concluir todas as suas entrevistas com um comentário fazendo a apologia da vida matrimonial, é na realidade homossexual… Desde então ele contou sua vida dupla num best-seller amargurado, “Tab Hunter Confidential” (2005).
 No decorrer dos anos, o mercado da pin-up se vê limitado às revistas para homens. Em 1953, uma nova revista, a “Playboy”, toma o lugar da “Esquire” (que se desinteressou de uma vez por todas da pin-up), e se especializa no “cheesecake”. A primeira “playmate” das páginas centrais é uma certa Marilyn Monroe. Por trás das suas reivindicações de liberação sexual, a revista faz da pin-up uma boneca sem personalidade. As poses são previsíveis, as fotos retocadas – as modelos são fotografadas no frio, para que as suas mamas fiquem arrebitadas. A pin-up da geração Playboy ou Pirelli – o calendário da marca de pneus nasce em 1964 – afastou-se do grande público.
 Será que por causa disso o “cheesecake” morreu? “Ao contrário, ele está em todo lugar”, afirma Maria Buszek. “Toda e qualquer foto de Britney Spears é uma pin-up. Mas ninguém a chama mais assim”. Ainda subsistem alguns desenhistas nostálgicos para manter a chama viva, reinterpretando as pin-ups históricas, tais como Betty Page.
A pin-up também conquistou o campo da arte, com artistas tais como Cindy Sherman, que, desde os anos 70 vem desenvolvendo uma reflexão a respeito da representação da mulher. Mas, a herança a mais recente da pin-up talvez deva se procurada do lado do “novo burlesco”, nos Estados Unidos. Trata-se de uma corrente que vê as garotas combinarem, no palco, o cabaré com o strip-tease kitsch. Será um retorno às origens? De fato, foi nos teatros, no século 19, que nasceram as primeiras pin-ups: sexy, espertas e… feministas.”
Fonte: UOL, Claire Guillot, Tradução: Jean-Yves de Neufville, Visite o site do Le Monde