domingo, 24 de abril de 2011

Olha isso aqui tá muito bom...

Isto aqui está ficando bom demais! Ontem conheci mais uma das seguidoras do Peludão: nossa amiga Tati (blog Varanda da Idéias)! E olha que bom: em um churrasco! Aproveito para agradecê-la uma vez mais por passar sempre por aqui, deixar seus comentários e opiniões que são sempre muito bem vindos! E, claro, agradeço a todos que por aqui passam e contribuem!
Algumas das amigas blogueiras devem se lembrar que algum tempo atrás eu sugeri um encontro para que pudéssemos nos conhecer pessoalmente, já que acabamos sabendo um pouco umas das outras através de nossas postagens. Porém, nunca rolou. Faltou insistir mais.
Mas, hoje fiquei feliz por outro motivo também: consegui uma vaguinha tão disputada em mais um encontro do VAE, Vigilantes da Autoestima, da nossa amiga Gisela Rao! U-hu! Tudo de bom! Será no próximo dia 07 de maio, e eu espero encontrar algumas de vocês por lá!
E como se não bastasse ter conseguido garantir minha vaga, teremos um convidado especial: o Fred! (Pergunte ao Fred) E vamos poder fazer perguntas a ele sobre os mistérios que envolvem a mente e o universo masculino PESSOALMENTE! Valha-me Deus! Vai ser um pega-pra-capar bom demais! Eu só espero que você sobreviva, viu Fred! Porque a empreitada vai ser dura, companheiro!
Enfim, sempre leio excelentes comentários no VAE sobre os encontros e dessa vez vou poder postar o meu e ainda contar sobre essa experiência para vocês aqui no blog!
Hoje era só isso. O final de semana prolongado foi super bom: pedalas e caminhadas no parque, churrasco com meus meninos prodígios, encontro com as amigas do coração, almoços em família.....e, chocolate diet!

Uma excelente semana para todos nós!

domingo, 17 de abril de 2011

"Desnamorando"



Outro dia na academia peguei uma revista Veja SP velha (junho de 2010) e fui para a esteira. Por que uma revista velha no meio de tantas outras? Porque a revista era do mês de junho, semana do dia dos namorados, e a capa estava repleta de temas que pareciam interessantes. Entre as manchetes havia uma que dizia: “charlatões do amor”. Achei o título engraçado e ao mesmo tempo interessante (mas isso será tema de outro post) e resolvi que seria aquela.

No final da edição havia um texto do Ivan Angelo com o seguinte título: “Dia dos desnamorados”. Como ele mesmo menciona no texto, é claro que esta palavra não existe. Mas a explicação que ele elabora para esse neologismo (e digo neologismo porque eu irei inseri-la no meu vocabulário) é, no mínimo, de uma clareza fantástica.

Você deve estar pensando que “desnamorar” nada mais é do que o oposto de namorar. Até aí você tem razão. Mas, de que forma nós “desnamoramos”? Basicamente, a mensagem que o autor pretendeu transmitir com seu novo verbo é que, enquanto namorar é a desconstrução de algo, “desnamorar” é a construção desse algo, que pode ser uma barreira, uma parede, um obstáculo, mais precisamente.

Quando estamos namorando (entenda-se namorar como qualquer nível de relacionamento: namoro, casamento, caso, o que seja), estamos o tempo todo tentando desconstruir a barreira para chegar até o outro, descobrindo suas resistências, seus medos, enfim. Estamos nos aproximando do outro, conhecendo o outro. É o tempo da descoberta. De baixar a guarda.

E quando e como “desnamoramos”? Quando, através de pequenos gestos ou da falta deles, iniciamos a construção, tijolo por tijolo, de uma barreira para manter o outro cada vez mais distante. É o não ligar mais no final do dia. Não enviar uma mensagem de bom dia. Não perguntar como está indo o time dele quando passa pela sala. Nunca mais preparar aquele prato que ele adora. Sair pra balada e ficar com o radar ligado, ao invés de ter o olhar voltado totalmente para ela, como era no começo. Não explicar a ausência, ou dar uma explicação tola, que não cola.

No final ele arremata dizendo que aqueles que têm filhos e netos se acostumam ao “desanamoro” porque acabam encontrando uma compensação na relação afetiva com esses entes tão queridos.

Compensação? E o outro? Deixou de ser um ente querido? Quando? Você percebeu? Nós percebemos? Este texto me fez repensar uma série de coisas. Sabem, ultimamente tenho a sensação que estou sempre “namorando” e as pessoas estão “desnamorando”. Sabotando-me na cara dura!

A indiferença é ruim. Pior ainda é acostumar-se a ela.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Pé de pato, mangalô, três vezes!!!!



Só comigo mesmo! Acabei de voltar do almoço e achei melhor registrar logo o fato.
Bateu a fome. Desci para almoçar e aqui no condomínio nós temos três restaurantes lá embaixo, o que facilita a vida na hora da correria. O que era o caso hoje, para variar. Estava sozinha. Fui ao primeiro. Lotado, muita fila.
Desci até o prédio de frete e entrei. Fila pequena. Ao menos lá é bacana, tem telão rolando DVDs de shows legais, sempre está cheio de pessoas que não necessariamente trabalham no condomínio, então existem motivações para ficar na filinha e aguardar a minha vez de pedir meu prato. Não é tipo self-service, mas tipo Mc Donald´s: você escolhe o prato no cardápio, pede,  PAGA, claro, e aguarda o prato ficar pronto. Havia umas quatro pessoas apenas na minha frente. O último era um moço. Mocinho. Até aí o moço não tem nada a ver com isso.
Muito bem. Para ao meu lado um sujeito. Eu olho de relance e volto o olhar para o cardápio. Foi então que tudo começou:
“- Não se preocupe, só vou pedir uma cerveja!”

Olhei para o sujeito. Era comigo. Fiz um sinal positivo com a cabeça e continuei escolhendo o prato.
“- Você está triste?”
Era comigo de novo.
“- Não. Com fome.”
“- Então come, mulher. Enche a barriga! Eu não gosto de ver ninguém com fome!”
(“Tomara que ele nunca vá para a Etiópia. Pensei. E eu não vou encher a barriga porque fui ao endocrinologista logo cedo!”)
“- Daqui a pouco.” Respondi, com aquela fala entre os dentes e já sentindo o rubor tomando conta do meu rosto. Digamos que o restaurante estava cheio e a criatura falava em um tom um tanto elevado demais. E continuou:
“- Você não tem dinheiro? Se não tiver, eu pago! Pronto: vou pagar!”
(PQP a minha sogra! Todo mundo olhando para mim. Imagina o povo aqui da região me olhando! Respirei e, novamente, por entre os dentes respondi:
“- Obrigada, mas não é necessário.” E chegou minha vez (e a dele) de pedir (ele estava literalmente ao meu lado, o tempo todo)!
Faço meu pedido, a menina pega meu cartão, e ele discutindo com a dona do restaurante (que a essa altura da muvuca já tinha aparecido com cara de “what the hell?”) que não era para ninguém passar meu cartão, que ele é quem iria pagar! E para piorar ainda mais este embaraçoso momento do meu dia, ele larga outra pérola:
“Você não vai comer uns R$100,00, né? “
 Aí que tive que rir, né?
Não sei se foi vergonha ou, de fato, o amor está tomando conta do meu ser. Porque eu não o mandei para nenhum lugar eu jamais mandaria minha santa mãe, por exemplo.  Apenas respirei e disse a ele que não havia necessidade. Inútil. A dona do restaurante me pediu que aceitasse caso contrário o indivíduo não sairia dali. As meninas do balcão não sabiam se atendiam as outras pessoas ou se esperavam o desfecho do momento “trash”.
Aí eu aceito. Problema resolvido.  E, claro, agradeço:
“- Obrigada, o senhor é muito gentil.” Devia estar roxa. Quase um cadáver vindo do Alaska.
Para que fui agradecer! Outra pérola, PQP:
-“Eu não sou gentil, não!! Quando eu saio com a minha mulher, sou eu que pago!!”
“Meu senhor, com a sua mulher, meu senhor. Não comigo!” falei e fugi.
“ E desde quando isso aqui é um “date”? Quando foi que eu aceitei seu convite?” Pensei já desesperada. Daqui a pouco ele ia dizer que estava rolando um clima.
Obviamente, devido ao grau de entusiasmo que ele proferiu tais palavras, além de olhar o povo deve ter se perguntado se eu era mulher do sujeito!
Saí do lavatório sorrateiramente, olhei para as atendentes e para a proprietária do local (que estavam todas reunidas comentando) e a proprietária olha para mim e diz:
“Pode sair! Ele já foi!” E todo mundo caiu na gargalhada!
Olhei em volta e estava seguro mesmo. Sentei na única mesa vazia que havia, infelizmente próxima a porta.  Do meu lado na outra mesa, o moço. O mocinho da fila.
Sai meu prato e a atendente vem até trazer, de dó. De repente, passa o sujeito do lado de fora sorvendo sua cerveja e grita “oi’!
Não tive dúvidas. Virei para o mocinho e disse, com aquele bico de quem vai chorar se você negar meu pedido:
“- Oi. Desculpa, mas você está sozinho? Você se importaria de sentar-se comigo, porque estou com medo daquele moço entrar de novo, ver o lugar vago na minha mesa e sentar-se aqui também?”
Ele riu e imediatamente mudou de lugar. Ufa!
Depois o prato dele chegou, comentamos o fato, demos umas risadas e ele é um bom menino, chamado Paulo, que veio de Araraquara para trabalhar como auditor em uma das big four, que eu não vou dizer o nome, né? Vai que alguém de lá lê o blog. Eu hein!

Depois disso o sujeito desfilou por três vezes diante do restaurante. Mas, o anjinho Paulo estava lá comigo! Hehe
Terminei de comer, me despedi e agradeci o moço Paulo novamente, e fui ao outro restaurante comprar um sorvete Rochinha. Afinal, depois daquela situação toda, meu corpo clamava por um pouco de sacarose!
Pode?