domingo, 5 de junho de 2011

"Artista da Pegação"



"Pick up artists" ou PUA´s, como gostam de ser chamados. É mole, comadre? Eu só fiquei sabendo disso ontem, e parece que estou bem atrasada: sucesso na Europa e nos Estados Unidos, o Brasil também tem o famoso (ou não) curso para os homens que querem se tornar um “pick up artist” ou um “Artista da Pegação”, como é chamado o curso no Brasil.

Trata-se de um curso para homens que querem aprender ou aperfeiçoar a arte de “pegar” mulher na balada. Eu não sei se é para rolar no chão de rir ou se é para sentar e chorar mesmo. O tal curso é ministrado (olha como estou deixando a coisa chique) no Brasil por um inglês e mais uns três ou quatros “pegadores” profissionais, porém brazucas mesmo. Segundo dizia a matéria que li a respeito, os interessados vão de baixinhos, gordinhos, "feiutchos", tímidos a bonitões que não sabem o que fazer com a beleza. A coisa toda funciona mais ou menos assim: os interessados pagam aproximadamente R$ 1.200,00 por aulas teóricas e práticas de como tornar-se um “putcha pegador”. Na aula teórica, eles são reunidos no QG dos professores para receber dicas de “aproachs” verbais, linguagem corporal, dança, vestimenta, como utilizar uma “wing girl” na hora da conquista (essa é uma amiga do cara que chega para dar uma força e ajudá-lo a se enfronhar na rodinha onde se encontra “alvo” do momento) etc. E, na aulas práticas, eles saem para o “boot camp” (campo de batalha, ou seja, a balada propriamente dita) e aplicam toda a teoria recebida. Tira a nota mais alta na aula prática aquele que conseguir beijar maior número de bocas, que trocar mais contatos, e o que sai acompanhado deve tirar nota dez e receber o diploma de pegador ali mesmo, não é? Aí o dito cujo está pronto para ser lançado de volta no “mercado” porque ele acaba de se tornar um verdadeiro macho alfa!
Ou seja, ou o cara é tão bom de papo que leva qualquer uma no bico, na bota, no carro, na moto, na conversa, ou o cara passa do limite do "bom de papo" e passa a ser quase que um sociopata na arte da enganação, ou é tão desarticulado que precisa de aula para abordar uma "dama"? Será que algum homem pode expressar sua opinião a respeito do tema?

Espera aí! Eu já vi este filme: Will Smith estrelando Hitch! Aquele do conselheiro amoroso! Agora, vamos falar sério aqui: será que os homens estão mesmo precisando disso? Com tanta mulher dando sopa e “otras cositas más” por aí, mesmo assim, ainda tem cara que precisa de aula para beijar boca de “peguete” de balada? Meu amigo, se você não anda pegando mulher na balada, gripe ou nem mesmo papel na ventania, vai tentar pegar outra coisa! Sei lá, tenta pegar ônibus lotado, pegar fila do INSS, pegar carona em dia de greve da CPTM em no ABC Paulista. Ahhhhhhhh vá!

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Mulheres, ai que orgulho!!!!


E depois das parvoíces do MEC relatadas recentemente aqui no Peludão (apenas algumas, porque parece que o buraco é maior do que se imagina), só mesmo uma mulher como a dona Isolina (foto) para alegrar ainda mais meu dia, e para provar que, no que depender das mulheres, nem tudo está perdido! O exemplo dessa senhora vai além da vontade de aprender a ler e a escrever! O recado dela também vai para os sectários do ócio vegetativo: se pudesse ela ainda estaria trabalhando aos cem anos de idade! Sem preguiça, moçada!

Que orgulho, dona Isolina! Que coisa mais feia e peluda, Sr. Haddad!

"A aposentada Isolina Mendes Campos viveu um século sem conseguir ler e escrever. Agora decidiu reverter a situação. Aos cem anos de idade, a vovó estudante é um dos 45 matriculados no curso de alfabetização de jovens e adultos da Escola Municipal Moacyr Camargo Martins, em Londrina (PR).
De acordo com a diretora da escola, Regina Pierotti, a presença da aluna centenária despertou a admiração dos mais jovens."Ela é perseverante, tem vontade de aprender. Faz questão de chamar o professor para uma explicação mais detalhada", diz a diretora.
Isolina ingressou no curso em 1998, mas teve de deixar as aulas por problemas de saúde. Agora, em plena forma, resolveu voltar. “Quero dar o exemplo a quem está pensando em estudar”, afirma a aposentada. E a disposição dela não para nos estudos. Ela garante que, se a idade permitisse, procuraria um emprego. “Não gosto de ficar parada”, conta."

FONTE: Dimitri do Valle
Especial para o UOL Educação
Em Curitiba   

domingo, 29 de maio de 2011

Flexibilidade da língua?!



Não é nada disso que vocês, corações pervertidos, estão pensando! Apesar de que o conceito de língua possa ter mudado um pouco com o passar dos tempos, e hoje língua também possa ser definida como órgão sexual que os mais antigos utilizam para falar, este não é um texto que irá dissertar sobre sexo oral, meus caros! Não que o assunto seja de pouco interesse, ao contrário! Mas, não vai ser dessa vez.

É que outro dia eu estava exercitando meus músculos enquanto ouvia o noticiário daquela famosa rede de televisão e quase caí dura! Em tempo: eu estava na academia exercitando os músculos, e não neste local aí que acaba de passar pela sua cabecinha! Como eu havia dito o texto não é sobre sexo, mentes perigosas! Mas, voltando, o famoso telejornal anunciava a distribuição de um livro, feita pelo MEC, a quase quinhentos mil estudantes brasileiros. Até aí excelente notícia, aplausos para o MEC. O que quase me fez rolar da esteira foi o conteúdo do livro, parte de uma coleção denominada “Viver, Aprender”, que defende o uso da língua portuguesa com incorreções! Pasmem: com incorreções do tipo “nós pega o peixe” ou “os menino pega o peixe”, que são, inclusive, citadas como exemplo nessa publicação. Fiquei completamente desprovida de vocábulos quando ouvi aquilo! Os letrados do MEC promovendo a falta de concordância de gênero, número e grau e sabe-se lá do que mais! Oi?

Os autores do livro chamam o uso incorreto da língua portuguesa, citando os exemplos acima, de “uso popular da língua”, e acreditam que o conceito de certo ou errado no uso do português deve ser mudado para “adequado” ou “inadequado”. Segundo nota do Ministério da Educação, “a norma culta da língua será sempre a exigida nas provas e avaliações, mas o livro estimula a formação de cidadãos que usem a língua com flexibilidade”.

Só faltava liberar os estudantes da aplicação da norma culta nas avaliações! Onde é que nosso país vai parar? Eu digo onde: no abismo do analfabetismo e da ignorância! Como assim eles vão incentivar o uso incorreto da língua portuguesa? Respeitar o uso popular da língua por parte daqueles que não tiveram a oportunidade de aprendê-la da forma correta é uma coisa. Agora, estimular o uso incorreto da língua entre os estudantes? E chamam isso de “flexibilidade da língua”? Ora, senhores, dêem uma boa lida no Kamasutra, façam uma aula com uma “coach” do sexo ou assistam a um filme pornô, que vocês certamente terão uma boa idéia do que é flexibilidade da língua, na língua e com a língua!

Faça-me o favor! O que estão fazendo com nosso vernáculo? Não entendeu? Vem comigo que eu te explico!