domingo, 3 de julho de 2011

"I see dead people."



Esta frase foi dita pelo personagem de Haley Joel Osment no filme O Sexto Sentido, e agora por mim! Porque acabei de ver uma assombração atravessando a Alameda Jaú! O susto foi tão grande que nem pensei em passar com o carro em cima dele! O que não iria adiantar muito, porque o infeliz parece que deve ter sete vidas! Esse filho de uma ronca e fuça devia estar morto e enterrado junto com a dor a raiva que senti ano passado. Mas, parece que não. Porque ao botar os olhos em cima do sociopata, mesmo que sem querer e por uns míseros dois segundos, senti toda aquela dor dos infernos de novo! Toda aquela raiva que faz com que eu queira dar cabo da vida dele usando minhas próprias mãos! O problema é sujar as mãos naquilo! Eca! De jeito nenhum! Minhas mãozinhas não merecem!

Peço desculpas aos leitores e seguidores, mas eu acabei de entrar em casa depois de ter visto a alma penada, o hellraiser, o excomungado! Eu juro que o post de hoje não era para ser assim! Mas não vai dar para sair outra coisa. Estou com raiva. Com muita raiva. Não atingi o nirvana. Não sou um ser evoluído. E por isso estou com muita raiva e vou sentir essa raiva de novo até ela ir embora. Sei que dessa vez ela vai passar mais depressa. Também sei que vou voltar a senti-la, e de novo, e outra vez ... até o dia em que não haverá mais fantasma. Só que neste exato momento, como diria alguém de quem eu gosto demais, eu sou vingativa e tenho boa memória! Volta pro mar, oferenda! Volta para o lugar de onde nunca deveria ter saído: o ventre da sua progenitora! Se bem que aquilo pode nem ter nascido, mas ser sim o resultado de uma experiência de laboratório mal sucedida.

And guess what? I see dead people!

domingo, 26 de junho de 2011

"Acooooooooooorda, menina!"



A gente sabe o que deve fazer. Ao menos quando o assunto é relacionamento é assim que funciona. A gente sempre sabe exatamente qual a maneira correta de agir, que atitude tomar, quando entrar em uma briga, quando fazer valer nossa vontade, quando ceder se for o caso, quando sair de cena, quando jogar a toalha... Mas o que é que fazemos sempre? Exatamente o contrário. Fala a verdade: é ou não é assim que funciona com você?

Só que mulher é assim: quando quer, de verdade, alguém ou alguma coisa, fogo morro acima e água morro abaixo, ninguém segura! E é justamente aí que mora o perigo! Porque quando fazemos o contrário daquilo que sabemos que deve ser feito, geralmente já sabemos também que não vai acabar bem e que alguém vai acabar decepcionado, frustrado, sofrendo, e esse alguém, 99,9% das vezes, somos nós. E mesmo assim a gente insiste! E por quê? Porque somos teimosas. Porque queremos lutar até o fim, afinal, é assim que deve ser e não podemos desistir facilmente. Porque temos a ilusão, se é que utilizo a palavra correta, de que podemos mudar uma situação, achamos que temos este poder, veja só! Sem contar que somos as rainhas da esperança! Aliás, se a esperança tivesse que ser materializada com certeza ela seria uma mulher! A gente sempre tem esperança que a situação mude, ou que a pessoa mude, ou que o tempo mude...

E além da frustração gerada no final do processo, qual é a outra importante conseqüência desse nosso comportamento? Perdemos algo que nada nem ninguém jamais poderá nos devolver: o bom e precioso TEMPO! Perdemos tempo dando murro em ponta de faca, apostando em situações erradas que já sabemos que estão fadadas ao fracasso! E aí a fila não anda no ritmo que deveria! Deixamos de viver outras situações, outras histórias. Deixamos de dar chance ao novo. Deixamos de olhar para o lado. Deixamos de viver o momento presente porque estamos sempre presas àquela bendita situação que nunca vai se resolver.

Que inferno! Somos burras? Não. Gostamos de sofrer? Eu não gosto. O papel de “coitada” nos cai bem? Deus me livre deste modelito! Então o que é? Por que nos faltam a racionalidade e a praticidade necessárias no momento de cair fora, de dar um basta, de seguir em frente? Por que temos que esperar até o ponto em que será preciso uma pá para juntar o que sobrou de nós, e só depois de curtir a companhia de um bode preto amarrado do nosso lado por um bom tempo, resolvermos seguir em frente?

"Acoooooooooooordaaa, menina!" Como diz aquela “famosa” apresentadora.

sábado, 18 de junho de 2011

Música x Conquista

“Uma análise da evolução da relação entre a conquista e o amor do homem para com a mulher através das músicas que marcaram época. Não é saudosismo, mas vejam como os quarentões, cinqüentões tratavam seus amores. Deve ser por isso que de vez em quando vemos uma mulher nova enroscada no pescoço de um quarentão, cinqüentão...


Década de 30:
Ele, de terno cinza e chapéu panamá, em frente à vila onde ela mora, canta:

"Tu és, divina e graciosa, estátua majestosa! Do amor por Deus esculturada. És formada com o ardor da alma da mais linda flor, de mais ativo olor, na vida é a preferida pelo beija-flor...."

Década de 40: 
Ele ajeita seu relógio Pateck Philip na algibeira, escreve para Rádio Nacional e manda oferecer a ela uma linda música:

"A deusa da minha rua, tem os olhos onde a lua,costuma se embriagar. Nos seus olhos eu suponho, que o sol num dourado sonho, vai claridade buscar"

Década de 50:
Ele pede ao cantor da boate que ofereça a ela a interpretação de uma bela bossa:

" Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça.É ela a menina que vem e que passa, no doce balanço a caminho do mar. Moça do corpo dourado, do sol de Ipanema. O teu balançado é mais que um poema.É a coisa mais linda que eu já vi passar."

Década de 60:
Ele aparece na casa dela com um compacto simples embaixo do braço, ajeita a calça Lee e coloca na vitrola uma música papo firme:

"Nem mesmo o céu, nem as estrelas, nem mesmo o mar e o infinito não é maior que o meu amor, nem mais bonito. Me desespero a procurar alguma forma de lhe falar, como é grande o meu amor por você...."

Década de 70:
Ele chega em seu fusca, com roda tala larga, sacode o cabelão, abre a porta para mina entrar e bota uma melô jóia no toca-fitas:

"Foi assim, como ver o mar, a primeira vez que os meus olhos se viram no teu olhar....Quando eu mergulhei no azul do mar, sabia que era amor e vinha pra ficar...."

Década de 80:
Ele telefona pra ela e deixa rolar um:

"Fonte de mel, nos olhos de gueixa, Kabuki, máscara. Choque entre o azul e o cacho de acácias, luz das acácias, você é mãe do sol. Linda...."

Década de 90:
Ele liga pra ela e deixa gravada uma música na secretária eletrônica:

"Bem que se quis, depois de tudo ainda ser feliz. Mas já não há caminhos pra voltar.E o que é que a vida fez da nossa vida? O que é que a gente não faz por amor?"

Em 2001:
Ele captura na internet um batidão legal e manda pra ela, por e-mail:

"Tchutchuca! Vem aqui com o teu Tigrão. Vou te jogar na cama e te dar muita pressão! Eu vou passar cerol na mão, vou sim, vou sim! Eu vou te cortar na mão!Vou sim, vou sim! Vou aparar pela rabiola! Vou sim, vou sim"!

Em 2002:

Ele manda um e-mail oferecendo uma música:

"Só as cachorras! Hu Hu Hu Hu Hu!
As preparadas! Hu Hu Hu Hu!
As poposudas! Hu Hu Hu Hu Hu!"

Em 2003:
Ele oferece uma música no baile:

"Pocotó pocotó pocotó...minha éguinha pocotó!

Em 2004:
Ele a chama para dançar no meio da pista:

"Ah! Que isso? Elas estão descontroladas! Ah! Que isso? Elas Estão descontroladas! Ela sobe, ela desce, ela da uma rodada, elas estão descontroladas!"

Em 2005:
Ele resolve mandar um convite para ela, através da rádio:

"Hoje é festa lá no meu apê, pode aparecer, vai rolar bunda lele!"

Em 2006:

Ele a convida para curtir um baile ao som da música mais pedida e tocada no país:

"Tô ficando atoladinha, tô ficando atoladinha, tô ficando atoladinha!!!Calma, calma foguetinha!!! Piriri Piriri Piriri, alguém ligou p/ mim!"

Em 2010:
Ele encosta com seu carro com o porta-malas cheio de som e no máximo volume:

" Chapeuzinho pra onde você vai, diz aí menina que eu vou atrás.
Pra que você quer saber?
Eu sou o lobo mau, au, au
Eu sou o lobo mau, au, au
E o que você vai fazer?
Vou te comer, vou te comer, vou te comer,
Vou te comer, vou te comer, vou te comer,
Vou te comer, vou te comer, vou te comer"

Desconheço a autoria da análise acima. Mas o fato é: como diria o “filósofo”, palhaço e político, Tiririca, “pior do que está não fica”! Que triste.