sábado, 16 de julho de 2011

..cabeleira, cabeluda, descabelada!



E aqui estou de novo em Madrid, disfrutando um pouquinho (pouco mesmo, porque trabalho! sabe "uns e outros", rs)  dessa cidade que eu aprendo a gostar ainda mais cada vez que visito! Mas já estou voltando! Falta pouco, infelizmente.

Mas, o assunto hoje é mesmo cabelo: o meu! Mulher sofre com cabelo, fala sério? Tem gente que chega a extremos (exemplificados na foto abaixo) tentando achar solução para a juba!



Depois de passar esta terceira lua de mel com meu cabelo aqui em Madrid, ele decidiu: quer mudar-se para cá de mala, cuia, escova e secador, e de forma definitiva! Meu cabelo adora esse lugar, esse clima, e não sente nem um "pingo" de falta desta umidade dos infernos que teima em aporrinhá-lo todos os dias aí no Brasil! Gentem, é impressionante o que este rebelde muda quando esta nessa terra bendita! Nada de fios ouriçados, nada de cabelo arrepiado, fios muito comportadinhos, macios e brilhantes! Uma belezura! De puta madre, como diriam mis amigos!

Uma vez que a cabelereira não tem permissão para ir morar em outro pais sozinha, eu me vejo OBRIGADA a iniciar uma campanha para ser transferida para Madrid em 2012! U-huuu!

Composição de Jorge Ben Jor e Arnaldo Antunes (video)

"Cabelo, cabeleira, cabeluda, descabelada
Cabelo, cabeleira, cabeluda, descabelada
Quem disse que cabelo não sente
Quem disse que cabelo não gosta de pente
Cabelo quando cresce é tempo
Cabelo embaraçado é vento
Cabelo vem lá de dentro
Cabelo é como pensamento
Quem pensa que cabelo é mato
Quem pensa que cabelo é pasto
Cabelo com orgulho é crina
Cilindros de espessura fina
Cabelo quer ficar pra cima
Laquê, fixador, gomalina
Cabelo, cabeleira, cabeluda, descabelada
Cabelo, cabeleira, cabeluda, descabelada
Quem quer a força de Sansão
Quem quer a juba de leão
Cabelo pode ser cortado
Cabelo pode ser comprido
Cabelo pode ser trançado
Cabelo pode ser tingido
Aparado ou escovado
Descolorido, descabelado
Cabelo pode ser bonito
Cruzado, seco ou molhado"

domingo, 10 de julho de 2011

Flexibilidade da língua II




Estava eu degustando minha refeição leve e saudável, mesa ao ar livre, temperatura agradável, uma vez que hoje não fez aquele frio “dos infernos”, quando começo a ouvir o diálogo de duas moçoilas na mesa ao lado.

Uma delas dissertava efusivamente sobre o que acreditava ser a melhor idade para uma mulher contrair o matrimônio, iniciar a prole, etc. De acordo com ela “a melhor idade pra mulher se casar é quando tem 30 anos. “Não, porque aí ela já tem experiência, já estudou, já comprou até a casa própria...num é?” dizia. E a amiga, muito mais interessada na vida pessoal dela do que em sua opinião particular sobre o que quer que fosse, mandava ver nas perguntas: queria saber quando ela havia se casado, quando teve o primeiro filho, quem havia bancado a casa, e por aí vai.

A amiga quase em êxtase e com ar de superioridade enquanto respondia, cheia de orgulho, disparou: “.... aí agente resolveu ter filho, mas foi besteira minha que caí na dele. Eu ainda queria terminar de estudar mas ele queria demais. Eu concordei pra não criar “pobrema”. Tudo bem que quando meu filho tava mais velho eu fiz minha pós...” A outra exclamou: “ah você já fez até pós, é?” Continuação do diálogo: “fiiiiiizzzz, não sabia? Fiz sim, menina. Deu pra ir até o fim, mas com filho e marido...olha se eu tivesse “discubrido” antes que ia ficar puxado, tinha esperado era pra ter filho!”

Sim: “pobrema” e “discubrido”. Conclusão: os tímpanos começaram a doer, a salada ficou entalada na garganta, as mãos já não seguravam os talheres porque foi me dando tremedeira. Contei até dez para não virar e pedir a ela o nome das instituições de ensino pelas quais ela havia passado. Tentei não prestar mais atenção ao diálogo porque temia o que meus ouvidos ainda poderiam testemunhar, e meus pensamentos se voltaram para o nível do ensino no Brasil.

De quem seria a culpa? Da moça, que não se preparou e não estudou como deveria? Das instituições de ensino que não souberam avaliar o nível de aprendizado dela? Dos professores? Dos políticos? Do sistema? Minha? Sua?

E depois vem o MEC falando em flexibilidade da língua.

domingo, 3 de julho de 2011

"I see dead people."



Esta frase foi dita pelo personagem de Haley Joel Osment no filme O Sexto Sentido, e agora por mim! Porque acabei de ver uma assombração atravessando a Alameda Jaú! O susto foi tão grande que nem pensei em passar com o carro em cima dele! O que não iria adiantar muito, porque o infeliz parece que deve ter sete vidas! Esse filho de uma ronca e fuça devia estar morto e enterrado junto com a dor a raiva que senti ano passado. Mas, parece que não. Porque ao botar os olhos em cima do sociopata, mesmo que sem querer e por uns míseros dois segundos, senti toda aquela dor dos infernos de novo! Toda aquela raiva que faz com que eu queira dar cabo da vida dele usando minhas próprias mãos! O problema é sujar as mãos naquilo! Eca! De jeito nenhum! Minhas mãozinhas não merecem!

Peço desculpas aos leitores e seguidores, mas eu acabei de entrar em casa depois de ter visto a alma penada, o hellraiser, o excomungado! Eu juro que o post de hoje não era para ser assim! Mas não vai dar para sair outra coisa. Estou com raiva. Com muita raiva. Não atingi o nirvana. Não sou um ser evoluído. E por isso estou com muita raiva e vou sentir essa raiva de novo até ela ir embora. Sei que dessa vez ela vai passar mais depressa. Também sei que vou voltar a senti-la, e de novo, e outra vez ... até o dia em que não haverá mais fantasma. Só que neste exato momento, como diria alguém de quem eu gosto demais, eu sou vingativa e tenho boa memória! Volta pro mar, oferenda! Volta para o lugar de onde nunca deveria ter saído: o ventre da sua progenitora! Se bem que aquilo pode nem ter nascido, mas ser sim o resultado de uma experiência de laboratório mal sucedida.

And guess what? I see dead people!