domingo, 6 de novembro de 2011

" O amor não é só cego! "






“O amor? O amor não é só cego não! Ele não faz uso de nenhum dos sentidos!”

 
Ao final de um dia exaustivo de trabalho, quando nada parecia capaz de desviar meu pensamento que naquela hora se resumia em banho e cama, escuto uma moça dizendo para a colega no elevador: “o amor? O amor não é só cego não! Ele não faz uso de nenhum dos sentidos”!

E foi o suficiente para que eu começasse a pensar: quando é que o amor não faz uso de nenhum dos sentidos? Vejamos alguns exemplos:

O amor é cego quando o bofe parece que está do avesso, mas mesmo assim você o acha lindo!

O amor é surdo quando a criatura fala “pobrema” e você acha que o analfabeto tem um jeitinho “fofo” de falar.

O amor é mudo quando ele pergunta se tem algum problema e você, morrendo de vontade de dizer poucas e boas, apenas balança a cabeça de forma negativa.

O amor não usa olfato quando o sujeito chega com aquele odor de queijo gorgonzola misturado com cebola, depois da “pelada” com os amigos, e você não se importa porque é o “cheiro másculo” dele.

O amor não faz uso do tato quando....bem.....se ele não fizer uso do tato.....chame o Batman!

sábado, 29 de outubro de 2011

“Sabe qual é o seu problema?”


Eu quero morrer de catapora roxa quando alguém me responde qualquer colocação que eu faça com essa máxima: “sabe qual é o seu problema?”

“Não, não sei. Diga você! Qual é? E já que você é profissional e está disposto a me analisar de graça, aproveita e faz o serviço completo: dê também a solução para o que você acredita ser o meu problema!”

Fala sério? A vontade é de dar uma resposta assim, invertida, atravessada! Mania feia essa que muita gente tem de achar que conhece mais de você e dos seus problemas do que você mesmo. Tudo bem que quem está de fora enxerga melhor o contexto, o problema. Mas, daí a já mandar essa droga de frase na lata, como se a gente não tivesse a menor idéia do que está acontecendo em nossa vida, já é demais.

Tremenda falta de sensibilidade. Bom seria se alguém viesse até você com o diagnóstico correto e tirasse a solução da manga!

Pronto! Falei e desabafei!

E hoje é isso. Se não for isso, é mais ou menos isso.

domingo, 23 de outubro de 2011

Cagada de pombo, de arara....



Eu cresci ouvindo minha mãe (mineiríssima) usar esta expressão vez ou outra quando algo saía errado para ela ou para alguém próximo a ela. Tipo: “sou cagada de arara mesmo”, ou “nossa, mas você está cagada de arara, hein”!

Eu sempre entendi que ela falava (ou melhor, fala) sobre a falta de sorte ou má sorte, como queiram, mas nunca de fato vi nada de tão ruim em uma arara inofensiva lançar suas fezes sobre a cabeça de alguém. Lava a juba e pronto! Não é motivo para achar que se trata de má sorte, muito menos relacionar algo aparentemente tão bobo com um infortúnio verdadeiro.

Claro, isso até o dia em que estava na varanda de uma pousada em Ilhéus, jogando buraco com uma amiga da faculdade, já tarde da noite, quando no meio do carteado e do bate-papo uma lagartixa nojenta resolve utilizar sua mira a laser e lançar seu lixo intestinal sobre o ombro DA AMIGA, graças a Deus! Naquele momento, além de dar muita risada, percebi que eu havia tido um golpe de sorte! Fora o ombro dela o escolhido para receber o jato nojento e não o meu! Isso é que é sorte!

Mas, uma semana como essa que acabou me faz pensar que às vezes as araras, os pombos, as lagartixas tiram mesmo um tempo para me sabotar geral! Comecei a semana levando tinta do portão do salão de cabeleireiro no meu veículo. Chovia pacas e eu tentava dar ré e falar ao telefone ao mesmo tempo. Para logo em seguida chegar em casa e descobrir que a assistente da dita cuja deixou mais tinta no meu cabelo do que no estoque inteiro do estabelecimento. Ok, vamos respirar fundo. A semana continua e eu comprovo, mais uma vez, que tenho o dedo podre para homem. Não satisfeita, a dona arara dá um jeito de a Receita Federal melar outra vez meu pedido de licença de importação. E assim transcorreu a semana. “Cagada” em cima de cagada!

Mas aí eu passo um fim de semana tranqüilo, junto à família, com aqueles que realmente me amam incondicionalmente, preparo uma pasta que é um sucesso, paparico a sobrinha fofinha, o pai, a mãe, tomo uma cervejinha com os irmãos, e percebo que uma “cagada” do que quer que seja não me impede de dar valor aos bons momentos da vida! E eles são muitos e certamente muito mais do que qualquer pombo pode “sujar”!