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sábado, 7 de abril de 2012

Conversa de homem para homem!?


De homem para homem? Oi? Como Assim?


E ultimamente um amigo tem tentado quantificar a quantidade de hormônios que eu carrego no corpo, com base simplesmente em sua análise sobre o MEU comportamento. Devo ressaltar que o mesmo limita-se apenas ao hormônio da testosterona.
E os últimos diálogos têm sido mais ou menos assim:

Eu: Cara, eu não sei como algumas mulheres conseguem ficar sem ou não gostar de sexo!
Ele: Meu, você é doente, você não é igual às outras, você parece homem.
Eu: Só por que eu gosto de sexo? Pois eu acho que eu sou normal e elas é que não são.
Ele: Não, você é doente. Ou você tem excesso de testosterona!
Eu: Como assim?
Ele: Você gosta de sexo como homem, fala como homem, se irrita facilmente como homem, dirige feito homem!
Eu: Mas eu sou mulher e gosto de homem! E você sabe MUITO bem disso!
Ele: Mas você tem testosterona demais!

Bom, se gostar de sexo, dirigir bem e não apenas o famoso “pilotar fogão” de umas e outras que atrapalham o trânsito por aí, se fazer valer a minha opinião e a minha vontade são características de quem tem muita testosterona, então tá, eu tenho!

E no outro dia, já com a vesícula podre...
Eu: Ow amiguinho, você vai me visitar durante meu recovery né???
Ele: Mas você já tem certeza de que vai ter que fazer cirurgia?
Eu: Sim.
Ele: E como tem essa certeza?
Eu: Eu estava evitando ler o resultado da ultrassonografia, mas fiz isso ontem.
Ele: E?
Eu: Como diria Kiko Zambianqui, "rolam as pedras, devem rolar".
Eu: Fiz até uma versão do famoso poema:
Eu: "tinha uma pedra no meio da vesícula, no meio da vesícula tinha uma pedra".
Ele: E pra isso precisa tirar toda a vesícula?
Eu: Sim, os cálculos da vesícula são diferentes dos renais, que você pode implodir ou expelir na urina, se os cálculos voltam depois de implodidos, eles poderão comprometer outros órgãos como o pâncreas, e uma pancreatite é muito mais séria do que uma retirada de vesícula, visto que o pâncreas é um órgão mais importante, câncer no pâncreas então dispensa explicações, certo?
(P.S. Mas os homens são assim tão dramáticos? Ah é, são!)
Continuando....
Eu: E então?
Ele: Então tem que tirar...
Ele: E sim, eu vou dar uma passadinha rápida pra te ver enquanto estiver convalescente.
Eu: Você sabe como é a videolaparoscopia, né?
Ele: Sim...já fiz
Eu: Hum, então você sabe que serão apenas alguns furinhos (4) no meu abdome, certo?
Ele: 5
Eu: Vesícula 4
Eu: Enfim....
Ele: ENFIM
Eu: Isso tudo significa que eu não estarei impossibilitada de fazer sexo.
Ele: Vai pensando...
Ele: É um incômodo do cacete.
Ele: Apesar de não ser invasiva...
Eu: Existem várias formas de fazer sexo.
Ele: A gente fica muito estranho nos dias seguintes.
Ele: (quase convencido já) tá...digamos q alguém pode de dar uma mãozinha.
Eu: Agora você está falando a minha língua!
Eu: E como é a anestesia?
Eu: Geral? Tem que ser porque num quero ver porra nenhuma!
Ele: Geral.
Eu: E não dá medo de não voltar?
Eu: Do estado anestésico, digo...
Ele: Nem pensei nisso...se eu fosse, eu fui...
Eu: Eu to morrendo de medo de fazer essa p&¨%$a!
(Outro indício: os homens é que são medrosos!)
Ele: Ah, deixa de ser mole!
Ele: Prefere viver com dor ou morrer sem saber?
Eu: Prefiro não ter que operar.
Ele: Essa não é uma opção.
Eu: Cara, Deus sabe o que faz, viu, acho que se fosse um parto eu já tinha partido e largado a barriga para trás hauhaauhauhauhauhauhauha
Ele: Mas é mole...
Ele: Nem parece mulher!
Eu: Ah é tu sabe, tu já pariu né!
Ele: Tô falando que você tem muita testosterona!!
Eu: hauhauahuahuah

Eu até sei o que você está pensando: desista! Não tem a menor chance! Nada contra, mas meu lado sapatão é bicha!
 
É ruim hein! Muito ruim mesmo!!! FUI ....e no melhor estilo salto 20, vermelhor paixão!
 
 
 
 
 

sábado, 31 de março de 2012

Colecistopatia calculosa !!???


Eu!!!??? Como assim ???

Pois é. Um dia você vai dormir feliz e “saudável”. No dia seguinte você vai para a cama sabendo que vão arrancar um pedaço do seu corpo.

Colecistopatia calculosa. Vulgarmente conhecida como pedra na vesícula. Fala sério? Então além de ter um coração peludo eu descobri que tenho uma vesícula biliar repleta de pedregulho! É mole? Não. Porque doía para caramba!

Ontem fui parar no hospital com uma dor do cão! Faço os exames e... voilá: o médico me dá o diagnóstico: “o exame acusou umas coisinhas na sua vesícula, e vai ter que fazer cirurgia.” Cirurgia?! “Mas doutor não dá para apenas implodir as pedras?” “Não. Vai ter mesmo é que retirar a vesícula”. Que beleza de notícia para uma sexta-feira!

Ai a notícia começa a se espalhar: família, amigos, manicure.... e a galera começa a te dar aquela força: a cirurgia é simples, a recuperação é rápida, você nem precisa mesmo de vesícula! Conheço um bando de gente que já retirou! Pera aí! Para tudo, como dizia o outro lá!! Eu não preciso de vesícula?! É isso mesmo?! Então por que é que a gente nasce com essa droga de órgão mesmo? Ah já sei: para acumular cálculo e doer!

Essa tal de vesícula biliar não deveria ser item de série, mas sim opcional! O cara podia perguntar: quer nascer com vesícula ou sem?

Vai para a %$#%$#@ que pariu, né? Pronto. Falei.

Depois eu conto como foi o extermínio da palhaça da minha vesícula! Fui!

domingo, 11 de março de 2012

Nem sempre tão peludo!

Buscando sempre......

Ser Zen
Monja Coen

Ser Zen não é ficar numa boa o tempo todo, de papo para o ar, achando tudo lindo sem fazer nada.
Ser zen é ser ativo.
É estar forte e decidido.
E caminhar com leveza, mas com certeza.
É auxiliar a quem precisa, no que precisa e não no que se idealiza.
Ser zen é ser simples.
Da simplicidade dos santos e dos sábios.
Que não precisam de nada.
Nada mais que o necessário.
Para o encontro, a comida, a cama, a diversão, o trabalho.
Ser zen é fluir com o fluir da vida.
Sem drama, sem complicação.
Na hora de comer come comendo, sem ver televisão, sem falar desnecessário.
Sente o sabor do alimento, a textura, o condimento
Sente a ternura (ou não) da mão que plantou e colheu, da terra que recebeu e alimentou, do sol que deu energia, da água que molhou, de todos os elementos que tornam possível um pequeno prato de comida à nossa frente.
Sente gratidão, não desperdiça.
Comer com alegria.
Para satisfazer a fome de todos os famintos.
Beber para satisfazer a sede de todos os sedentos.
Agradecendo e se lembrando de onde vem e para onde vai.
A chuva, o sol, o vento, o guarda, o policial, o bandido, o açougueiro, o juiz, a feiticeira, o padre, a arrumadeira, o bancário e o banqueiro, o servente e o garçom, a médica e o doutor, o enfermeiro e o doente, a doença e a saúde, a vida e a morte, a imensidão e o nada, o vazio e o cheio, o tudo e cada parte.
Ser zen é ser livre e saber os seus limites.
Ser zen é servir, é cuidar, é respeitar, compartilhar.
Ser zen é hospitalidade, é ternura, é acolhida.
Ser zen é o kyosaku - bastão de madeira sábia, que acorda sem ferir, que lembra deste momento, dos pés no chão como indígenas, sentindo a Terra-Mãe sustentando nossos sonhos, nossas fantasias, nossas dores, nossas alegrias.
Ser zen é morrer
Morrer para a dualidade, para o falso, a mentira, a iniqüidade.
Ser zen é renascer a cada instante.
Na flor, na semente, na barata, no bicho do livro na estante.
Ser zen é jamais esquecer de um gesto, de um olhar, de um carinho trocado no presente-futuro-­passado.
Ser zen é não carregar rancores, ódios, cismas nem terrores.
Ser zen é trocar pneu, as mãos sujas de graxa.
Ser zen é ser pedreiro, fazendo e refazendo casas.
Ser zen é ser simplesmente quem somos e nada mais.
É ser a respiração que respira em cada ação.
É fazer meditação, sentar-se para uma parede, olhar para si mesmo.
Encontrar suas várias faces, seus sorrisos, suas dores.
É entregar-se ao desconhecido aspecto do vazio.
Não ter medo do medo.
Não se fazer ou, se o fizer, assim o perceber e voltar.
Ser zen é voltar para o não-saber, pois não sabemos quase nada.
Não sabemos o começo, nem o meio, muito menos o fim. E tudo tem começo, meio e fim.
Ser zen é estar envolvido nos problemas da cidade, da rua, da comunidade.
É oferecer soluções, ter criatividade, sorrir dos erros, se desculpar e sempre procurar melhorar.
Ser zen é estar presente.
Aqui, neste mesmo lugar.
Respirando simplesmente, observando os pensamentos, memórias, aborrecimentos, alegrias e esperanças.
Quando? Agora, neste instante. É estar bem aqui onde quando se fala já se foi.
Tempo girando, correndo, passando, e nós passando com ele.
Sem separação.
Ser zen é Ser Tempo.
Ser zen é Ser Existência.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Na teia, na veia, direto na fonte!!!


Atenção, atenção amigos blogueiros, peludos ou não!

"Interrompemos nossa programação" para uma dica valiosa:

Se vocês ainda não conhecem, precisam conhecer agora mesmo o melhor espaço existente na blogosfera, especialmente desenvolvido para divulgar nossos "bloguitchos"  E se você não é blogueiro de meia tigela como eu, mas gosta de ler o que a galera anda postando por ai, a dica de hoje reune em um único espaço os melhores blogs e conteúdos da internet!

O blog Teia é um linkador de conteúdos, um espaço mega útil para os blogueiros e ao mesmo tempo um espaço onde o leitor encontra notícias, esportes, culinária, moda, beleza, televisão, filmes, humor e muito mais. E tudo isso de graça! Olha que bárbaro!

Então corre! Bora lá divulgar seu blog e ficar em dia com a leitura do que rola na blogosfera!

Aproveito a oportunidade para agradecer a equipe do Teia por manter o Peludão sempre na Teia!!!

Abraço, Alfredo e toda sua equipe.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Homens amam mulheres poderosas?



Como disse uma sábia amiga, vamos dar o desconto por ser um livro de auto-ajuda, mas vejam o conceito de “mulher poderosa” de certo autor que escreveu “Porque os homens amam das mulheres poderosas” (eu diria que a maioria deles não é muito fã, não, mas...):

“A mulher que descrevo é amável, porém decidida. Ela sabe quem é, conhece seus pontos fortes e fracos e gosta da própria companhia. Ela não abre mão da sua vida e se recusa a correr atrás de um homem, por mais que se sinta atraída por ele. Ela não permite que ninguém tenha controle total sobre ela e sabe se defender quando os outros passam dos limites. A mulher poderosa sabe o que quer, mas não aceita ser desrespeitada para alcançar seus objetivos. Contudo, é capaz de fazer concessões que não a violentam e que são importantes para a harmonia do relacionamento. Por livre escolha. Ela usa a feminilidade a seu favor. O que não significa que tire vantagem dos outros, pois ela joga limpo e preza antes de tudo a verdade. A mulher poderosa possui algo que as boazinhas não têm: presença de espírito. Ela não se deixa arrastar por fantasias românticas e sabe onde está pisando, o que a torna capaz de tomar as melhores decisões para a própria vida. Além disso, consegue manter o equilíbrio quando está sendo pressionada. Enquanto a boazinha faz uma concessão atrás da outra para manter o homem ao seu lado, a mulher com presença de espírito sabe o momento certo de bater em retirada.”

Pois é. Meninas boazinhas vão para o céu, e as más vão para onde bem entenderem! Más no sentido de poderosas, claro!

E aí, caras leitoras e leitores (digo e repito: a opinião masculina é sempre muito bem vinda), o que é que vocês opinariam sobre o tema? Porque eu confesso que diante do comportamento de ambos os sexos nos dias de hoje, a minha cabeça dá um nó de marinheiro ao tentar entender um e outro.

É um assunto batido, concordo. Mas torna-se importante trazê-lo à tona vez ou outra, visto que está totalmente ligado à auto-estima feminina. Ou melhor, a falta dela.

E aí? Quem dá mais?

Para começar, eu diria que o conceito do autor é bem esclarecedor e que na atualidade, tanto homens quanto mulheres possuem uma ideia equivocada de poder feminino. Daí iniciam-se os conflitos.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Facebook ou "Facedrama" ?


Então, a pergunta que não quer calar? O Facebook, assim como outras redes sociais, possui exatamente que finalidade?

Porque a pergunta. Explico. Estou confusa. E estou farta de abrir a minha página no Face e me deparar com pessoas “compartilhando” e “curtindo” a desgraça e a degradação humana! É um tal de postar fotos de acidentes dos mais variados tipos, pessoas decapitadas, doentes, acometidas de algum mal qualquer! E as notícias sensacionalistas? É mulher que mata animalzinho com as próprias mãos, maus tratos com animais e pessoas, fotos de membros ensangüentados... desgraça atrás de desgraça! Ow? Será que da para utilizar as redes sociais para compartilhar coisas boas?

Sem contar nas frases de efeito e auto-afirmação dizendo que o cabra não precisa de ninguém, que ele é mais ele e jacaré é bicho d água, que o amor é isso, homem é aquilo, mulher é aquilo outro, elucubrações sobre relacionamentos amorosos, amizades, e por aí vai!

E as discussões sobre escândalos em reallity shows ? E a droga da sacolinha plástica que não sai das redes sociais?

Por que não usar a rede social apenas para saber dos amigos com quem você não pode estar fisicamente o tempo todo? Para marcar um encontro com as pessoas com quem você pode sim estar vez ou outra? Postar uma foto daquela viagem bacana que você fez e que gostaria que todo mundo que você gosta pudesse ter estado lá com você? Dividir um texto legal? Passar informação sobre um curso? Ver a cara feliz do seu amigo ao voltar das férias? Ver como o filho da sua amiga está crescendo cada vez mais lindo e saudável? Postar aquela poesia que você adora para que todos possam conhecer aquele escritor que nem é tão famoso assim? Dividir o vídeo do clip daquela música bacana que não sai da sua cabeça desde que você pulou da cama? Piadas! Piadas são ótimas! Rir é um excelente remédio para muitos males!

Por que não deixamos as notícias sangrentas, as manchetes sensacionalistas para o Datena que entende do riscado? Está com problema de ordem psicológica? Eu posso indicar no mínimo umas três profissionais da área para que você possa fazer terapia! Acha que o governo está uma droga e não quer pagar pelo controle de poluentes do seu veículo? Aprende a votar, pinta a cara e vai para as ruas protestar, filie-se a um partido e vai fazer alguma coisa! Até porque, nem o Kassab, nem o Alquimim, a Dilma ou quem quer seja, fica de olho nas redes sociais para ver o que os seus “queridos eleitores” estão opinando sobre suas leis, medidas provisórias, emendas e o diabo que os carregue!

É isso. Vou começar a bloquear essas drogas de mau gosto do meu Face ou me verei obrigada a sair dessa coisa! Chega de sangue, suor e lágrimas na telinha do meu note! Eu quero é ver meu povo feliz! Vai beber? Vai sambar? Vai viajar? Aí sim, me conta! E me convida, claro!

domingo, 29 de janeiro de 2012

Pessoas queridas:


Peço desculpas pela ausência, mas... coração peludo também precisa de férias!
E foi exatamente por isso que o “bloguitcho” ficou largadinho por algumas semanas.
Mas, já estou de volta alive and kicking!
Como meus neurônios, Tico e Teco, também estiveram de férias e, confesso os folgados sempre voltam à ativa depois de mim, que teoricamente sou a chefe, preciso de um tempinho para postar sobre os últimos acontecimentos e observações feitas nas férias merecidas! O ócio renovador!
Por isso, no momento vou apenas deixar para vocês uma pequena e humilde homenagem que fiz para minha querida cidade no dia 25/01/2012.

“Desperta.
Desperta, São Paulo!
Mas hoje....relaxa!
São Paulo de todas as cores,
São Paulo de todas as raças,
São Paulo de alegrias e de dores,
São Paulo do mundo.
Desperta em mim o desejo de voltar...
Sempre.
Sempre São Paulo!”

(A.L.)

P.S. Essa ponte Estaida pode não ter resolvido o problema do trânsito na região, mas que deu um belo cartão postal, isso deu! hauahuahauahuahauhauahua

domingo, 8 de janeiro de 2012

Ai se eu te pego!



Ah se eu te pego, Michel !


Se eu te pego te quebro inteiro! Não, a culpa não é só dele! É também dos apreciadores de tanta “musicalidade e poesia” juntas! Sim, porque a letra da música é de uma riqueza, de uma complexidade e de um bom gosto que deixariam Vinicius de Moraes com inveja!

Fala sério, gente! Como é possível que “isso” faça tanto sucesso?

Pronto. Desabafei.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

"Feliz Olhar Novo"




FELIZ OLHAR NOVO
(Carlos Drummond de Andrade)

"O grande barato da vida é olhar para trás e sentir orgulho da sua história.
O grande lance é viver cada momento como se a receita da felicidade fosse o AQUI e o AGORA.
Claro que a vida prega peças. É lógico que, por vezes, o pneu fura, chove demais...
Mas, pensa só: tem graça viver sem rir de gargalhar pelo menos uma vez ao dia?
Tem sentido ficar chateado durante o dia todo por causa de uma discussão na ida pro trabalho? Quero viver bem.
O ano que passou foi um ano cheio.
Foi cheio de coisas boas e realizações, mas também cheio de problemas e desilusões. Normal.
Às vezes se espera demais das pessoas. Normal.
A grana que não veio, o amigo que decepcionou, o amor machucou. Normal.
O próximo ano não vai ser diferente.
Muda o século, o milênio muda, mas o homem é cheio de imperfeições, a natureza tem sua personalidade que nem sempre é a que a gente deseja, mas e aí?
Fazer o quê? Acabar com seu dia? Com seu bom humor? Com sua esperança?

O que eu desejo para todos nós é SABEDORIA !

*** E que todos saibamos transformar tudo em uma boa experiência! ***

Que todos consigamos perdoar o desconhecido, o mal educado. Ele passou na sua vida. Não pode ser responsável por um dia ruim...
Entender o amigo que não merece nossa melhor parte. Se ele decepcionou, passe-o para a categoria três, a dos colegas.
Ou mude de classe, transforme-o em conhecido. Além do mais, a gente, provavelmente, também já decepcionou alguém.
O nosso desejo não se realizou? Beleza, não tava na hora, não deveria ser a melhor coisa pra esse momento (me lembro sempre de um lance que eu adoro: cuidado com seus desejos, eles podem se tornar realidade ).
Chorar de dor, de solidão, de tristeza faz parte do ser humano. Não adianta lutar contra isso. Mas se a gente se entende e
permite olhar o outro e o mundo com generosidade, as coisas ficam diferentes.
Desejo para todo mundo esse olhar especial !!
O próximo ano pode ser um ano especial, muito legal, se entendermos nossas fragilidades e egoísmos e dermos a volta nisso.
Somos fracos, mas podemos melhorar. Somos egoístas, mas podemos entender o outro.
O próximo ano pode ser o máximo, maravilhoso, lindo, espetacular... ou...
Pode ser puro orgulho !
Depende de mim, de você!
Pode ser.
E que seja!!!
Feliz olhar novo!!!"

domingo, 18 de dezembro de 2011

Sarará Crioulo

                                      

Outro dia eu contei para vocês sobre uma expressão usada com freqüência pela minha mamis querida ao se referir a alguém com falta de sorte: a pessoa “cagada de arara”!

Foi exatamente o que ela me disse hoje quando contei a ela minha saga com a juba nas duas últimas semanas! Gentemmmmm um show de horror!

Eu já tive minha juba cortada com navalha por duas vezes e peguei trauma! Meu cabelo é fino e após várias navalhadas ele vira palha! Mesmo! Sem exageros! Bom, no penúltimo sábado resolvi testar uma nova cabeleireira. Para resumir um pouco a novela: além de usar a navalha, a moça ainda usou a tal de tesoura desfiadeira no meu cabelinho. Sabem o Edward Scissorhands? Igual. Era cabelo voando, literalmente, para tudo que era lado! E o pânico tomando conta de mim! A vontade era sair correndo daquela cadeira, mas aí eu pensava: “depois quem é que vai consertar essa P@#$% ?? Melhor esperar para depois passar máquina zero!”

Depois que o "Katrina" deixou minha cabeça ela resolveu secar com o difusor! Passou uns produtos mega bons e mandou ver! Ai eu relaxei! Estava com um look chique, bonito, de quem realmente foi a um haistylist cuidar das madeixas. Ai que alívio! Fui para casa porque mais tarde iria encontrar a turma!

Isso foi quando mesmo? No sábado. Beleza. O domingo já começou com uma amostra do que seria a semana. Meu sobrinho passa a mão no meu cabelo e com apenas uma palavra e um sorriso sarcástico, define o que achou no novo penteado: “pixaim!” Pensei: “vai passar, é apenas uma criança”! O que logo me fez lembrar que elas são extremamente sinceras. Ferrou. Bom, depois dessa, resolvi passar o resto do domingo em casa. E a juba lá, firme (e bota firme nisso) e forte.

A segunda-feira por si já é uma b@#!$: meu rodízio. Mas, já que era para ferrar algum dia da semana, a gente escolhe logo a placa do carro e ferra de vez com a segunda. Acordo correndo e nada de lavar a juba. Não vai dar tempo de secar e eu não vou correr o risco de sair de casa parecendo um personagem. E, para minha sorte, o cabelo continua lá: firme e forte! Fui. Olhares um tanto estranhos no trabalho. Mas tudo bem. Só tem homens no escritório e homens não entendem nada de “fashion hair”.

Terça chegou: não tinha jeito. Tinha que lavar a juba. Gente, o que era aquilo? Foi molhar e o cabelo sumir. Tentei manter a calma. Hora de secar: meudesdocéu! (assim mesmo tudo junto). Palha. Um lado repicado e o outro reto. Era como se o apocalipse estivesse se aproximando, o fim do mundo. E o resto da semana transcorreu na mais imperfeita ordem. Esquivando-me de olhares que pareciam dizer: “minha filha, o que foi que fizeram com você?!”

Mas, nem tudo estava perdido. A maga da navalha havia dito que o corte possuía garantia: lá vou eu no sábado seguinte solicitar uma reparação. Ufa. Nem tudo estava perdido. Foi colocar os olhos em mim e ela já sabia que precisava ser ajustado, digamos assim. Bom, fim da história. Seja o que for que aconteça agora, nada mais de tesoura, e eu terei que suportar por pelos menos dois meses até crescer algo aqui.

Na terça-feira era dia de retocar a cor do infeliz. Bom, problema nenhum já que eu compro a tintura que eu gosto e a outra cabeleireira só precisa aplicar. Mas, como eu saí correndo, esqueci em casa aquela meleca branca que mistura na tintura, e levei só a caixinha com a dita cuja. Problema nenhum também porque todo cabeleireiro tem essa meleca.

Fui. Já na lavagem a moça pergunta: ” você resolveu clarear o cabelo?” Pensei: “ou ela está louca ou eu comprei a tinta errada! PQP! De novo não!” Vamos lá, seca essa P&¨%$#!

“Gê, você misturou a meleca branca na tintura?” E ela responde que sim.

“Deixe-me ver a caixa, você não trocou isso, Gê?” E ela responde que não!

Conclusão: meu cabelo ficou sim no tom chocolate. Chocolate ao leite! PQP a minha sogra! Não é possível. Que cor é essa?

Chegando em casa, “ao leite”, olho a meleca branca que eu esqueci de levar, e que é da mesma marca da tintura, e descubro que o volume da meleca é diferente! Volume? Essa P(*&¨% não deveria ser tudo igual? Meleca é meleca e essa merda ferrou a cor da tinta! Ok. Não vou mais me estressar. Compro outra e retoco essa .... essa cor dos infernos.

Toca o interfone. É o porteiro Zé dizendo que tinha um envelope para mim na portaria.

“Zé, por que você não colocou embaixo da porta junto com os outros?”

“É que tem uma coisa dentro e não passou embaixo da porta.”

Só faltava... o que será que é? Antraz? Carta bomba? Um pacote gordo de multas de trânsito?

E lá estava ele, dentro de um envelope, frio... distante... cruel... e junto com ele a chave do apartamento sendo devolvida. Assim... de repente...sem nenhuma explicação aceitável...sem nenhuma compaixão. Curto e grosso o bilhete dizia: “não venho mais. Aqui está sua chave. Assinado: minha (agora EX) faxineira.

Eu devo ter jogado pedra na cruz. Eu fiz canga do Santo Sudário! Só pode ser.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Onde está sua mala?


PARE DE CARREGAR A MALA DOS OUTROS!
Por Marlene Damico Lamarco


"Você acredita que carrega malas alheias? Vamos fazer um exercício?

Como você reage quando seu filho não quer fazer a lição? Ou quando alguém não consegue arrumar a própria mala para a viagem de férias, perde a hora do trabalho com frequência, gasta mais do que ganha… e muitas coisinhas mais que vão fazendo você correr em desvario para tapar buracos que não criou e evitar problemas que não afetam sua vida diretamente?

Não afetam a sua vida, mas afetam a vida de pessoas queridas, então, você sai correndo e pega todas as malas que estão jogadas pelo caminho e as coloca no lombo (lombo aqui cai muito bem, fala a verdade) e a sua mala, que é a única que você tem a obrigação de carregar, fica lá, num canto qualquer da estação.

Repetindo, a sua mala, que é a única que você tem obrigação de carregar, fica lá jogada na estação!

Temos uma jornada e um propósito aqui neste planeta e quando perdemos o foco, passamos a executar os propósitos alheios.

A estrada é longa e o caminho muitas vezes nos esgota, pois o peso da carga que nós nos atribuímos não é proporcional à nossa capacidade, à nossa resistência e o esgotamento aparece de repente.

Esse é o primeiro toque que a vida nos dá, pois, quando o investimento não é proporcional ao retorno, ou seja, quando damos muito mais do que recebemos na vida, nos relacionamentos humanos ou profissionais, é porque certamente estamos carregando pesos desnecessários e inúteis.

Quando olhamos para um novo dia como se ele fosse mais um objetivo a cumprir, chegou a hora de parar para rever o que estamos fazendo com o nosso precioso tempo. O peso e o cansaço nos tornam insensíveis à beleza da vida e acabamos racionalizando o que deveria ser sacralizado.

É o peso da mala que nos deixa assim empedernido.

Quanto ela pesa?

Quanto sofrimento carregamos inutilmente, mágoa, preocupação, controle, ansiedade, excesso de zelo, tudo o que exaure a nossa energia vital.

E o medo, o que ele faz com a gente e quanta coisa ele cria que muitas vezes só existe dentro da nossa cabeça?

Sabe que às vezes temos tanto medo de olhar para a própria vida que preferimos tomar conta da vida dos filhos, do marido, do pai, da mãe… e a nossa mala fica na estação…

O momento é esse, vamos identificar essa bagagem: ela é sua? Ótimo, então é hora de começar uma grande limpeza para jogar fora o lixo que não interessa e caminhar mais leve.

Agora, se o excesso de peso que você carrega vem de cargas alheias, chegou a hora de corajosamente devolvê-las aos interessados.

Não se intimide, tampouco fique com a consciência pesada por achar que a pessoa vai sucumbir ao fardo excessivo. Ao contrário, nesse momento você estará dando a ela a oportunidade de aprender a carregar a própria mala.

A vida assim compartilhada fica muito mais suave, pois os relacionamentos com bases mais justas e equânimes acabam se tornando mais amorosos, sem cobranças e a liberdade abre um grande espaço para a cumplicidade e o afeto.

Onde está a sua mala?"

E a você acabou de ler esse texto maravilhoso eu desejo uma ótima viagem pela vida e que sua mala esteja mais leve a cada dia!

sábado, 26 de novembro de 2011

Trair e coçar....



“Conversa de salão” (de beleza, claro) era o nome do programa de TV e o assunto sendo euforicamente discutido era: quem trai mais? O feio ou o bonito? Lógico que eu parei de zapear no instante em que ouvi aquilo e fiquei escutando as mais variadas opiniões da mulherada, que literalmente se descabelava falando do assunto.

Algumas diziam que era obvio que o bonito traia mais! Sim, porque a beleza facilitava tudo! O bonito quando adentra qualquer recinto imediatamente chama a atenção pela sua beleza, sem precisar fazer o menor esforço. O bonito é muito mais visto, e mais notado, mais assediado. Então, claro, com a vida fácil assim, estava na cara que os bonitões são os que mais galhos distribuem por aí.

Mas tinha também a turma que era a favor de que os feiosos são os que mais largam chapéu de toro vida afora. E a explicação era bem simples: o “feiutcho” precisa chamar a atenção de alguma forma quando chega. E o que é que os filhotes de cruz credo fazem? São simpáticos, estão sempre contando piadas, são prestativos, galanteadores, a postos para agradar, são brincalhões, e dão um duro danado para se fazerem notar. Com isso, ganham no papo e as oportunidades acabam pipocando no colo dos feiosos.

Só que no meio das descabeladas havia uma “conformada” de plantão que resolveu dissertar sobre outro tipo que, segundo ela, é mais traíra. De acordo com a moça, o marido dela era o cão chupando manga e não sabia contar uma piada se quer; porém, era o maior pé de valsa! E como o cara dançava muito chamava a atenção da mulherada, e se ela desse mole: batata! Ou melhor, galho!

Sabe de uma coisa? Feio, bonita, feia, bonito, dançarino, comediante, gostosona, bofe magia, não importa! Não importa o sexo, nem a opção sexual. Não importa o tipo físico, nem o padrão de beleza. Não importa o grau de simpatia e nem o dom natural para fazer stand-up comedy.

Trair é uma questão de escolha, de opção. As oportunidades sempre irão surgir para qualquer um de nós, feios ou bonitos. A escolha é que te incluirá na estatística! A opção de trair ou não diante de uma situação propícia para isso é única e exclusivamente sua! E por isso, também acho que não cabem desculpas do tipo “mas eu sou homem”, “foi só sexo”, “eu tentei resistir”, “estava lá, mas pensava em você o tempo todo”, “eu me arrependi”, entre tantas, e ainda tem aquela famosa: “eu não queria ter feito isso”! Essa é podre! Queria sim porque escolheu fazer!

E já que cada um deve ser responsável pelas suas escolhas e pelas conseqüências dessas escolhas, só resta saber se você vai conseguir lidar com elas!

E qual a escolha certa? Cada cabeça, uma sentença!

terça-feira, 22 de novembro de 2011

É, Jeremias, melhor beber água!!


"A HORA CORRETA PARA TOMAR ÁGUA


Você vai ao bar e bebe uma cerveja.
Bebe a segunda cerveja. A terceira e assim por diante.
O teu estomago manda uma mensagem pro teu cérebro dizendo "Caracas véio... o cara tá bebendo muito liquido, tô cheião!!!"

Teu estômago e teu cérebro não distinguem que tipo de liquido está sendo ingerido, ele sabe apenas que "é líquido".

Quando o cérebro recebe essa mensagem ele diz: "Caracas, o cara tá maluco!!!"

E manda a seguinte mensagem para os Rins "Meu, filtra o máximo de sangue que tu puderes, o cara aí tá maluco e tá bebendo muito líquido, vamo botar isso tudo pra fora" e o RIM começa a fazer até hora-extra e filtra muito sangue e enche rápido.

Daí vem a primeira corrida ao banheiro. Se você notar, esse 1º xixi é com a cor normal, meio amarelado, porque além de água, vem as impurezas do sangue.

O RIM aliviou a vida do estômago, mas você continua bebendo e o estomago manda outra mensagem pro CÉREBRO "Cara, ele não pára, socorro!!!" e o CÉREBRO manda outra mensagem pro RIM "Véio, estica a baladeira, manda ver aí na filtragem!!!"

O RIM filtra feito um louco, só q agora, o que ele expulsa não é o álcool, ele manda pra bexiga apenas ÁGUA (o líquido precioso do corpo). Por isso que as mijadas seguintes são transparentes, porque é água. E quanto mais você continua bebendo, mas o organismo joga água pra fora e o teor de álcool no organismo aumenta e você fica mais "bunitim".

Chega uma hora q você tá com o teor alcoólico tão alto q teu CÉREBRO desliga você. Essa é a hora que você desmaia... dorme... capota...

Ele faz isso porque pensa "Meu, o cara tá a fim de se matar, tá bebendo veneno pro corpo, vou apagar esse doido pra ver se assim ele pára de beber e a gente tenta expulsar esse álcool do corpo dele"

Enquanto você está lá, apagado (sem dono), o CÉREBRO dá a seguinte ordem pro sangue "Bicho, apaguei o cara, agora a gente tem que tirar esse veneno do corpo dele. O plano é o seguinte, como a gente está com o nível de água muito baixo, passa em todos os órgãos e tira a água deles e assim a gente consegue jogar esse veneno fora".

O SANGUE é como se fosse o Boy do corpo. E como um bom Boy, ele obedece as ordens direitinho e por isso começa a retirar água de todos os órgãos. Como o CÉREBRO é constituído de 75% de água, ele é o q mais sofre com essa "ordem" e daí vêm as terríveis dores de cabeça da ressaca.

Então, sei q na hora a gente nem pensa nisso, mas quando forem beber, bebam de meia em meia hora um copo d'água, porque na medida que você mija, já repõe a água.

Texto retirado de "O bar do Zé".


Sabia que...

... tomar água na hora correta maximiza os cuidados no corpo humano?

2 copos de água depois de acordar ajuda a ativar os órgãos internos.

1 copo de água 30 minutos antes de comer ajuda na digestão.

1 copo de água antes de tomar banho ajuda a baixar a pressão sanguínea.

1 copo de água antes de ir dormir evita ataques do coração.

Compartilhe este link com as pessoas que você estima... e com as que não estima também!

DR. CELIO DE MORAES MARQUES




segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Dúvidas cruéis...




Feriadão..... eu estou cansada...no inspiration at all.... então, vou deixá-los pensando.....


"Tenho uma dúvida jurídica:

Segundo a Procuradoria Geral....
Se para a igreja a pílula que a mulher toma no “dia seguinte” após haver mantido relações sexuais já é considerado um aborto.

Então, me surgem algumas dúvidas desde o ponto de vista jurídico:

* Masturbar-se é homicídio prematuro ou premeditado?

*O sexo oral? ... Seria canibalismo?

*Podemos considerar o coito interrompido como abandono de menor?

*E o que dizer de preservativo? ... Seria homicídio por asfixia mecânica?

*E o sexo anal..? É mandar seu futuro filho a merda?

Agradecimentos a quem se dispor a esclarecê-las!"

                                            Apenas uma piadinha inocente e nada peluda!


domingo, 23 de outubro de 2011

Cagada de pombo, de arara....



Eu cresci ouvindo minha mãe (mineiríssima) usar esta expressão vez ou outra quando algo saía errado para ela ou para alguém próximo a ela. Tipo: “sou cagada de arara mesmo”, ou “nossa, mas você está cagada de arara, hein”!

Eu sempre entendi que ela falava (ou melhor, fala) sobre a falta de sorte ou má sorte, como queiram, mas nunca de fato vi nada de tão ruim em uma arara inofensiva lançar suas fezes sobre a cabeça de alguém. Lava a juba e pronto! Não é motivo para achar que se trata de má sorte, muito menos relacionar algo aparentemente tão bobo com um infortúnio verdadeiro.

Claro, isso até o dia em que estava na varanda de uma pousada em Ilhéus, jogando buraco com uma amiga da faculdade, já tarde da noite, quando no meio do carteado e do bate-papo uma lagartixa nojenta resolve utilizar sua mira a laser e lançar seu lixo intestinal sobre o ombro DA AMIGA, graças a Deus! Naquele momento, além de dar muita risada, percebi que eu havia tido um golpe de sorte! Fora o ombro dela o escolhido para receber o jato nojento e não o meu! Isso é que é sorte!

Mas, uma semana como essa que acabou me faz pensar que às vezes as araras, os pombos, as lagartixas tiram mesmo um tempo para me sabotar geral! Comecei a semana levando tinta do portão do salão de cabeleireiro no meu veículo. Chovia pacas e eu tentava dar ré e falar ao telefone ao mesmo tempo. Para logo em seguida chegar em casa e descobrir que a assistente da dita cuja deixou mais tinta no meu cabelo do que no estoque inteiro do estabelecimento. Ok, vamos respirar fundo. A semana continua e eu comprovo, mais uma vez, que tenho o dedo podre para homem. Não satisfeita, a dona arara dá um jeito de a Receita Federal melar outra vez meu pedido de licença de importação. E assim transcorreu a semana. “Cagada” em cima de cagada!

Mas aí eu passo um fim de semana tranqüilo, junto à família, com aqueles que realmente me amam incondicionalmente, preparo uma pasta que é um sucesso, paparico a sobrinha fofinha, o pai, a mãe, tomo uma cervejinha com os irmãos, e percebo que uma “cagada” do que quer que seja não me impede de dar valor aos bons momentos da vida! E eles são muitos e certamente muito mais do que qualquer pombo pode “sujar”!

domingo, 9 de outubro de 2011

Essas mulheres.....



Estava aqui pensando no tema do post de hoje, e me lembrei que outro dia liguei a televisão e passava uma espécie de filme/documentário brasileiro que abordava a relação da mulher com o sexo em diferentes níveis da sociedade. O mais engraçado é que o tal filme/documentário conseguia tratar do assunto indo do drama à comédia em questão de segundos. Os momentos de “epifania” aconteciam quando rolavam as entrevistas com mulheres da vida real (é aí que o filme mostrava ares de documentário). Era incrível a propriedade com que davam suas respostas.

Elas afirmavam coisas como o homem é como um “botãozinho”: você aperta, ele sobe, funciona e goza. A mulher é um painel de controle e o homem, muitas vezes, não está interessado, tem pressa ou é egoísta demais para parar e conhecer todos os “botõezinhos” que ele tem que apertar. E emendavam com coisas do tipo: “sem contar que ele que não tem a menor idéia do que fazer com a língua, com a boca: coloca força e vai friccionando como se estivesse chupando outro homem! Um absurdo! Tem que fazer como se estivesse beijando! E na hora que ele acha o ponto certo não pode mudar de jeito nenhum! Se não aí ferrou, tem que começar tudo de novo!”

E depois de falar sobre a falta de habilidade do homem em utilizar a língua, uma das entrevistadas, dona de um sex shop, completa: “ah o campeão de vendas é o rabbit: o dia que um homem fizer o que ele faz o mundo acaba!” kkkkkk imagina a velocidade do bicho!

Também reclamavam sobre o fato de ser vedado à mulher o direito de discutir a relação após uma “trepada bem dada”, e que era um absurdo o homem não entender isso! Para tudo! Aí já achei demais, porque se foi mesmo bem dada, quem é que tem fôlego para imediatamente engatar uma conversa que acaba virando uma discussão? Eu até tenho, mas é para engatar outra bem dada! Fala sério. Mulher também escolha cada momento para DR que pelo amor!

E ainda tem mulher que vive o dilema de dar ou não no primeiro encontro. Tem mulher que acha que se der, fica muito fácil e depois o cara não vai mais procurá-la. Tem a que acha que se não der, o cara desiste porque acha que a mulher está se fazendo de difícil, e some. Acontece que os homens estão sumindo de um jeito ou de outro. “E agora, José?” Dá logo e pronto.

Também falaram sobre renúncia sexual feminina. Isso acontece? Tem mulher que não gosta de sexo, não dá tanta importância quanto os homens e passam muito bem sem. Mas, eu não sou sexóloga e NÃO renunciei ao meu “mandato”! Então, me abstenho DE COMENTAR o tema, só isso! (Melhor deixar claro!)

E depois de muito bla bla bla, muito discurso feminista envolvendo questões sexuais, meu amigo Dé que assistia ao filme/documentário junto comigo (porque eu liguei para ele e fiz o cara mudar de canal, afinal eu precisava de uma opinião masculina sobre todos aqueles relatos), resumiu muito bem tudo.

“A mulher pode até agir como homem, vivendo toda essa diversidade, levando um homem diferente para a cama todo dia, mas ela sempre irá acordar no dia seguinte e terá a esperança de que aquele homem vai ligar! Ou seja, ela nunca irá pensar como homem.”

E quer saber? Graças a Deus eu nunca vou pensar como um homem!

Agora, Dé, preciso te dizer: levar um homem diferente para a cama a cada dia, com tantos da sua espécie saindo de dentro do Marabrás, definitivamente não seria possível!

domingo, 2 de outubro de 2011

Cuidar dos pés, cuidar de mim...




"Insistir naquilo que já não existe é como calçar um sapato que não te cabe mais... Machuca, causa bolhas, chega a carne viva e sangra. Então é melhor ficar descalço ! Deixar livre o coração, enquanto vive. Deixar livre os pés, enquanto cresce. Porque quando a gente cresce, o número muda! Às vezes você tem que esquecer o que você QUER pra começar a entender o que você MERECE"...

Autoria desconhecida

As teorias todas que leio aqui e ali, que escuto das amigas, dos profissionais da área de comportamento, etc. são verdades incontestáveis. Do meu ponto de vista, claro. O problema é trabalhar o consciente, o subconsciente, o ego, o bendito ego! Difícil é exercitar isso continuamente. Difícil é colocar tudo em prática. Ok. Não sou perfeita. Ninguém é perfeito. Então não vou me cobrar tanto. O negócio é dar um passo de cada vez, pouco a pouco. Auto-sabotei? Retomo. Errei? Começo de novo. O mais importante era identificar a necessidade de dar um basta e isso eu acabo de fazer! Entender que o sapato pode até ser lindo, mas não é meu número, e que o melhor a fazer é livrar meus pés do incômodo para que eles possam caminhar em outra direção. Certa ou errada. Não sei. Não importa. Mudar o caminho às vezes é necessário. Pode não ser o mais curto e pode ser que eu tenha que caminhar um pouco mais, que não encontre um atalho. O importante é seguir e continuar experimentando outros sapatos. Um dia o pé deixa de crescer e o sapato vai calçá-lo confortavelmente! Talvez não seja um Jimmy Choo ou um Christian Louboutin, mas com certeza será “o” sapato! E se não aparecer eu vou continuar caminhando assim mesmo. Pés descalços, porém, sem machucá-los!

“Esquecer o que você quer, para entender o que você MERECE...”

Esse vai ser o meu mantra da semana!

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Mais um ótimo texto ....

... da série "não dava para não postar" !!



Vozinha

QUANDO VEJO um destes sujeitos que tentam disfarçar a careca esticando ralas melenas por cima do cocuruto, de orelha a orelha, me ponho a pensar: será que o infeliz não percebe o fracasso da gambiarra? Não se dá conta de que a lustrosa calva está tão escondida quanto o sol atrás de uma peneira?

Não, ele não percebe, pois o "comb-over", como os americanos chamam esse equívoco estético (ou "sobrepenteado", numa descabelada tradução), não é o tipo de mau passo que se dá da noite pro dia, mas o resultado de um lento processo; e se é verdade que devagar se vai ao longe, também é certo que a evolução gradual dificulta a compreensão de que se foi longe demais. Numa bela tarde, no fim da adolescência, o indivíduo faz um meneio com a cabeça, jogando a franja por cima de uma entrada incipiente -nem desconfia que, duas décadas mais tarde, estará andando por aí com uma espécie de persiana colada à cachola.

Solidarizei-me com a turma do puxadinho capilar ao ser acusado, semana passada, de ser praticante de uma outra modalidade de cega degenerescência, tão comum quanto o "comb-over" e, talvez, ainda mais nefasta. Estava num táxi, ao lado do Paulão, colega de trabalho, falando ao celular com minha mulher. Assim que desliguei, Paulão soltou, com indisfarçável sarcasmo: "Nossa, Antonio, nunca imaginei que você fizesse 'vozinha'". Meu mundo ruiu.

Até então, tinha cá para mim que o tom utilizado para falar com meu amor era absolutamente republicano. Simpático, sim, doce, claro, mas jamais, jamais, jamais descambando para algo que pudesse ser enquadrado como "vozinha" -aquele timbre meloso e infantil que alguns casais adotam, como se falassem com ursos de pelúcia.

Arrogante, cria-me imune a tal comportamento, coisa de gente que grita apelidos íntimos na seção de laticínios do supermercado, que se chama de "pai" e "mãe" -e nem sempre na presença dos filhos-, que espreme cravos em logradouros públicos. Ao que parece, contudo, a "vozinha" é como o "comb-over", lenta e insidiosa: você pode estar usando e não sabe. Numa bela noite, no começo da relação, o indivíduo diz um sóbrio "eu te amo", ao despedir-se da namorada -nem desconfia que, duas décadas mais tarde, estará no elevador da firma, falando em alto e bom som: "Titchucão num qué disligá! Diliga voxê, Titchuquinha!".

Defendi-me atacando. Como meu colega podia fazer tamanha acusação sem provas cabais?! Com um sorriso no rosto, Paulão apresentou as evidências: disse que eu havia atendido o celular falando "Oi, Coisica linda!" e, por seis vezes, teria usado o apelido "Pequenina". Então, dando a estocada final, perguntou: "E ela? Te chama de quê?". Fiz uso do direito constitucional de não apresentar informações que possam ser usadas contra mim e permaneci calado.

Ontem, tive uma conversa séria com minha mulher. Temos que parar com isso. Ela, contudo, jura que nosso tom não configura uma situação de "vozinha" e que há um enorme fosso entre o carinhoso e o debiloide. Não sei, não. Também os carecas, diante do espelho, todas as manhãs, devem repetir mantras de autoengano, enquanto puxam as costeletas para o alto e as encharcam de laquê. É ou não é, Tichuquinha linda do Titchucão?


Antonio Prata para a Folha de São Paulo


domingo, 11 de setembro de 2011

"Solidão Contente"


Mais um da série "não dava para não postar" !!

Solidão Contente

O que as pessoas fazem quando estão consigo mesmas
*por Ivan Martins

Ontem eu levei uma bronca da minha prima. Como leitora regular desta coluna, ela se queixou, docemente, de que eu às vezes escrevo sobre solidão feminina com alguma incompreensão.
Ao ler o que eu escrevo, ela disse, as pessoas podem ter a impressão de que as mulheres sozinhas estão todas desesperadas e não é assim. Muitas mulheres estão sozinhas e estão bem. Escolhem ficar assim, mesmo tendo alternativas. Saem com um sujeito lá e outro aqui, mas acham que nenhum deles cabe na vida delas. Nessa circunstância, decidem continuar sozinhas.
Minha prima sabe do que está falando. Ela foi casada muito tempo, tem duas filhas adoráveis, ela mesma é uma mulher muito bonita, batalhadora, independente e mora sozinha.
Ontem, enquanto a gente tomava uma taça de vinho e comia uma tortilha ruim no centro de São Paulo, ela me lembrou de uma coisa importante sobre as mulheres: o prazer que elas têm de estar consigo mesmas.
- Eu gosto de cuidar do cabelo, passar meus cremes, sentar no sofá com a cachorra nos pés e curtir a minha casa, disse a prima. Não preciso de mais ninguém para me sentir feliz nessas horas.
Faz alguns anos, eu estava perdidamente apaixonado por uma moça e, para meu desespero, ela dizia e fazia coisas semelhantes ao que conta a minha prima. Gostava de deitar na banheira, de acender velas, de ficar ouvindo música ou ler. Sozinha. E eu sentia ciúme daquela felicidade sem mim, achava que era um sintoma de falta de amor.
Hoje, olhando para trás, acho que não tinha falta de amor ali. Eu que era desesperado, inseguro, carente. Tivesse deixado a mulher em paz, com os silêncios e os sais de banho dela, e talvez tudo tivesse andado melhor do que andou.
Ontem, ao conversar com a minha prima, me voltou muito claro uma percepção que sempre me pareceu assombrosamente evidente: a riqueza da vida interior das mulheres comparada à vida interior dos homens, que é muito mais pobre.
A capacidade de estar só e de se distrair consigo mesma revela alguma densidade interior, mostra que as mulheres (mais que os homens) cultivam uma reserva de calma e uma capacidade de diálogo interno que muitos homens simplesmente desconhecem.
A maior parte dos homens parece permanentemente voltada para fora. Despeja seus conflitos interiores no mundo, alterando o que está em volta. Transforma o mundo para se distrair, para não ter de olhar para dentro, onde dói. Talvez por essa razão a cultura masculina seja gregária, mundana, ruidosa. Realizadora, também, claro. Quantas vuvuzelas é preciso soprar para abafar o silêncio interior? Quantas catedrais para preencher o meu vazio? Quantas guerras e quantas mortes para saciar o ódio incompreensível que me consome?
A cultura feminina não é assim. Ou não era, porque o mundo, desse ponto de vista, está se tornando masculinizado. Todo mundo está fazendo barulho.
Para encerrar, eu não acho que as diferenças entre homens e mulheres sejam inatas. Nós não nascemos assim. Não acredito que esteja em nossos genes. Somos ensinados a ser o que somos.
Homens saem para o mundo e o transformam, enquanto as mulheres mastigam seus sentimentos, bons e maus, e os passam adiante, na rotina da casa. Tem sido assim por gerações e só agora começa a mudar. O que virá da transformação é difícil dizer.
Mas, enquanto isso não muda, talvez seja importante não subestimar a cultura feminina. Não imaginar, por exemplo, que atrás de toda solidão há desespero. Ou que atrás de todo silêncio há tristeza ou melancolia. Pode haver escolha.
Como diz a minha prima, ficar em casa sem companhia pode ser um bom programa desde que as pessoas gostem de si mesmas e sejam capazes de suportar os seus próprios pensamentos.

Repasse para suas amigas, especialmente para as que não sabem fazer sua "solidão contente!" e para seus amigos entenderem e valorizarem a riqueza interior de certas mulheres comparada aos homens.

*Ivan Martins é editor-executivo de ÉPOCA