quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Coração Peludo vai cantar em outra freguesia!
Não, nada de me aventurar na carreira de cantora que eu não sou nem louca! Ao menos não a este ponto! Só utilizei a expressão para dizer que o Coração Peludo aqui vai cantar em freguesias européias! Lá vou eu, em algumas horas, embarcar para Madrid, Espanha!
Mas não se preocupem porque o post da semana vai sair sim! Talvez eu já tenha o tema, talvez será alguma aventura peluda em "mares nunca dantes navegados"! Veremos! Espero ter muita aventura "peluda", no bom sentido, para contar para vocês!
Deixo-lhes uma ameaça: EU VOLTAREI!!!
Hasta la vista, baby!
domingo, 7 de novembro de 2010
“Los Caballeros Las Prefieren Brutas”
Os homens as preferem burras (as mulheres). Nome de uma séria da Sony.
Para aqueles que nunca ouviram nada a respeito, a história é inspirada no livro homônimo da escritora colombiana Isabella Santo Domingo e fala sobre Cristina, uma bem-sucedida mulher latina que, apesar de sua independência e sucesso econômico, não consegue encontrar o homem ideal para compartilhar sua vida.
Em pleno século 21 ainda existem homens que se sentem amedrontados por mulheres independentes. Se ela possuir certo grau de inteligência, formação e cultura começa complicar o diálogo. Se falar outros idiomas, já está querendo aparecer. Se ela viajou para fora do país, é um soco no estômago dele. Se for independente financeiramente, ferrou! Ganhar mais que ele já é demais! Se morar sozinha então, nossa! A primeira coisa que vai acontecer é ele receber um belo par de chifres na testa! Lógico, esta conclusão ele chegou com base eu seu próprio comportamento!
Vejo-me obrigada a concordar! Então, os criadores da série têm toda razão: tem que ser bonitinha, bem cuidadinha, cheirosinha, e BURRA! Lo siento! Sua mãe mandou você estudar, tenho certeza. A minha mandou e eu obedeci. E olha que ainda hoje os melhores cargos, salários e oportunidades de crescimento profissional, na maioria das vezes, são dados a eles. A mulherada tem que ralar para chegar aonde chega! Mérito nosso que ninguém vai tirar! É claro que somos infinitamente superiores, e isso não se discute. Afinal, quem é que engravida? Quem é que agüenta depilação com cera quente? Só isso é o suficiente, não preciso nem falar mais nada!
Desde os primórdios o homem sai para caçar e alimentar sua família e até hoje quer continuar sendo o provedor, o dono da casa, aquele que manda, e que domina a relação. A idéia de qualquer vestígio de superioridade no sexo oposto deixa o homem apavorado. Aí, mesmo que o homem goste e que, no fundo, queira ficar com a mulher, ele jamais terá a coragem de aparecer com ela. Imagina o que os amigos vão dizer? A mãe? Aliás, a mãe contribui muito para que este homem de Neandertal não seja extinto. Ele não pode se mostrar fraco para a sociedade. Imagina! Não dá conta!
Qual a solução que vejo: fingir. De frágil, de carente, dependente, boazinha, “nhenhenhem” (como disse meu amigo). Pede para trocar a lâmpada, para abrir o vidro de azeitonas, para abrir a garrafa de vinho, mudar o móvel de lugar, levar o carro ao mecânico, levar às compras, pagar as compras, carregar as sacolas, levar para o trabalho, buscar no trabalho, levar ao cabeleireiro, buscar no cabeleireiro. Fingir que não vê e que não sabe e que não entende. Faz cara de samambaia de plástico e pede: “ai amor, me explica?” E depois responde: “ai amor, se não fosse você..!” Aí é só abraçar carinhosamente, e como ele não estará vendo seu rosto mesmo, faz cara de vômito pendurada no ombro dele!
E quando ele virar as costas, comadre, veste aquele modelito “dressed to kill”, sobe no salto 15, abusa da mascara, blush, batom, gloss, coloca o perfume que é sua marca registrada, pega a chave do veículo e vai á luta!
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Desconstruindo o feminino?
Na sexta fui visitar uma amiga e conheci um amigo dela. Duas mulheres e um homem degustando vinho e falando sobre desencontros amorosos, traições, etc. É muito bom escutar a opinião masculina sobre esses temas, vez ou outra. Saber qual é a visão deles sobre atitudes, comportamentos, reações, falta de reações, e tudo mais que permeia o terreno do relacionamento amoroso entre duas pessoas de sexos opostos. Sem ofensas, mas na atual conjuntura, o melhor é dar nome aos bois.
O novo amigo contou que certa vez estava buscando algo para assistir na TV, quando se deparou com uma mulher que apresentava um corte de cabelo tipo “Joãozinho”, sabe? Muito curto mesmo. Até aí nada demais. Se o hair-stylist & visagista dela concordou que o corte estava adequado ao formato do rosto, ao estilo, à personalidade, problema nenhum.
Na verdade, o problema começou quando alguém perguntou a ela por que havia cortado o cabelo tão curto. Resposta obtida: “estou desconstruindo o feminino”. Oi?
Espera aí! Sou a favor dos direitos iguais, da equiparação salarial, concordo que muita coisa que antigamente era tida como tarefa masculina hoje em dia a gente até faz, se quiser, ou se não tiver um bofe que o faça! Concordo que a mulherada se modernizou, estudou, votou, trabalhou, queimou sutiã na praça (affiiii), foi à Lua, foi à luta, e hoje pinta e borda, não literalmente, mas no sentido figurado! Agora, desconstruir o feminino? E aí? Fica como? A mulherada que se preza gasta os tubos construindo o feminino: cabelo, pele, unhas, vestuário, silicone (não é meu caso), botox (ainda não), plástica, lipoaspiração, drenagem, massagem, e mais uma infinidade de coisas, e veja que, ainda assim, não está nada fácil! Imagina então se começarmos a “desconstruir o feminino”? Seja lá o que for que a colega quis dizer com isso, se perdermos a feminilidade, a sensualidade, o charme? Adotar o mesmo comportamento que eles? Igualdade geral? Aí é que os papéis vão se inverter de vez!
O problema, de fato, vai muito além de nos tornarmos figuras masculinizadas. Adotar o mesmo comportamento, em muitas situações, seria auto-engano puro. Falar da boca pra fora que vai virar “pegadora”, que só vai “ficar”, que vai usar e jogar fora? Não somos iguais a eles e é aí que mora todo o mistério, o encanto. Ser paquerada, ser conquistada, se deixar descobrir pelo outro, encantar-se pelo outro, é bom, não é? Segundo o amigo, e eu concordo com ele, a mulher precisa aprender a ser valorizar mais, se amar mais, se respeitar mais, e jamais baixar a cabeça para o homem. Porém, sem deixar de ser acolhedora, amante, amiga. Tudo que o homem não é e precisa aprender, e que talvez seja papel da mulher ensinar.
Não. Nada de desconstruir o feminino. Nada de coçar as partes íntimas e cuspir no chão. Eu hein! Sou mulher, feminina, vou continuar sendo, e muito bem obrigada! Só que a partir de agora mudando a ordem da lista: primeiro eu, em segundo eu, em terceiro eu, e depois ....depois eu penso!
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